Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/11/2022
Após divulgar a notícia do seu divórcio, no ano de 2020, a cantora Luiza Sonza começou a ser ataca nas redes sociais por supostamente ter traído o seu ex-mari-do, no entanto, as acusações continuaram mesmo com a artista tendo desmentido publicamente a história. Assim, esse cenário se repete no Brasil, uma vez que as “Fake News” são disseminadas descontroladamente, sem ser considerado suas consequências. Nesse contexto, percebe-se que a persistência do tema consiste não só pela negligência estatal, mas também na idealização de impunidade existen-te na internet.
De modo análogo, é necessário analisar a influência do Estado na continuidade da temática. Conforme o filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Dessa forma, a divulgação de notícias falsas, mostra a falha do governo, pois interfere na vida dos cidadãos, principalmente quando é divulgada por alguém de influência no país, por exemplo, em 2020, o Presidente da República Jair Bolsonaro, associou a vacina contra à Covid-19 a mutação genética, como se todas as pessoas que tomassem o imunizante se transformassem em ja-caré. Todavia, mesmo sendo comprovado cientificamente que a informação não é verdadeira, não foi o suficiente para convencer algumas pessoas que se recusaram a fazer parte da campanha de vacinação.
Nesse viés, existe a ideia equivocada de que a internet é uma “terra sem lei”, on-de não há punição por crimes cometidos digitalmente. De acordo com o ativista americano Martin Luther King, a injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça à jus-tiça em qualquer lugar. Em vista disso, considerando que compartilhar informações falsas é crime e pode prejudicar injustamente os indivíduos, a falta de efetividade da análise e punição do problema é uma ameaça à justiça.
Diante do exposto, cabe ao Estado, criar projetos educativos sobre os perigos das “Fake News”, por meio de escolas e redes sociais, com a finalidade de ensinar a po-pulação a importância de verificar se as fontes das notícias são confiáveis, tal como a sua veracidade. Além disso, é necessário aumentar a fiscalização sobre esse cri-me, a fim de desconstruir a ideia de impunidade existente na população. Com tais medidas espera-se solucionar a problemática.