Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/06/2023

Em meados do século XIX, Graham Bell revolucionou a comunicação humana ao inventar o telefone, o que tornou a troca de informações entre grandes distâncias algo fácil e ágil. Atualmente, com a facilidade de acesso à conteúdo providenciada por tecnologias como a de Bell, informações de todo teor, reais ou não, têm sido amplamente compartilhadas. Apesar da alta velocidade dos recentes meios de comunicação ser uma vantagem, a disperção de falsas notícias torna-se igualmente veloz, o que pode gerar sérios problemas, como o linchamento de inocentes e o compartilhamento de mentiras sobre à saúde, especificamente sobre vacinas.

Nesse sentido, convém pontuar que o espalhamento de “fake news” sobre imunizantes é uma das maiores ameaças no âmbito da saúde. Isso ocorre em decorrência da desconfiança da população quanto à ciência, o que tem diminuído a adesão popular ao processo de imunização. Por consequência, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018, retirou do Brasil o título de erradicação do sarampo, concedido em 2015, devido à reemergência dessa doença relacionada

à diminuição do índice de vacinação. Logo, torna-se perceptível a nocividade da propagação de informações infundadas sobre assuntos de saúde pública.

Ademais, evidencia-se a periculosidade da distribuição de narrativas falsas ao analisar notícias nas quais pessoas, até o então momento, inocentes são acusadas errôneamente, e então linchadas por conta de histórias inverdadeiras. O caso de Amanda Knox, conhecida por ter seu julgamento seriamente afetado pelo espalhamento, dentro da lei, de informações distorcidas sobre a ré, é um grande exemplo de como a aplicabilidade legislativa pode ser alterada por causa da opinião pública que fora manipulada por conteúdos irreais nos meios de comunicação.

Portanto, é fundamental uma intervenção do Estado que faça, por meio de uma reforma na legislação, com que entidades que compartilhem “fake news” como verdades absolutas sejam severamente punidas, além de campanhas de conscientização sobre a importância da averiguação da procedência de textos lidos em mídias sociais. Dessa maneira, a troca de informações será mais segura, e o Brasil poderá ter seu título de erradicação do sarampo será, finalmente, devolvido.