Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/07/2023

Segundo Sócrates, filósofo grego da antiguidade, só se aproxima do verdadeiro conhecimento através do hábito de questionar. Entretanto, na contemporaneidade, essa técnica socrática se faz cada vez menos presente à medida que notícias falsas circulam gerando desinformação, este último capaz de provocar, até mesmo, problemas de saúde pública. Uma das soluções para esse revés pode ser a criação da educação midiática.

Em primeiro plano, é importante levar em consideração o alto grau de periculosidade do acesso às notícias equivocadas, já que, com o advento da internet, tais “fake news” espalham-se com grande facilidade e velocidade. Elas acabam sendo responsáveis por propagar desinformação, principalmente no que diz respeito à área da saúde. Um exemplo desse cenário é o caso das mortes ocorridas no Brasil entre os anos de 2020 e 2022, de pessoas infectadas pelo vírus da COVID-19 que acreditaram em conteúdo duvidoso acessados através das redes sociais. Tais mídias afirmavam, erroneamente, sobre um fármaco parasitológico ser a verdadeira cura para a doença. O resultado, como esperado, foi de aumento no número de mortes por caso.

Posto isso, pode-se afirmar ser imprescindível o ato de duvidar mediante qualquer informação. Acerca desse tema, Sócrates desenvolveu o método da maiêutica, que consiste em obter respostas, por meio da indagação, para assim poder chegar mais perto do conhecimento. Esse método é fundamental para a criação da educação midiática – disciplina que deve ser implementada nas grades curriculares estudantis – e, consequentemente, para o combate às “fake news”, com de estudantes mais conscientes, que possam levar a discussão para seus lares. Assim, os jovens, os adultos e os idosos poderão ficar imunes a essa mazela.

A fim de extirpar, portanto, o consumo de falsas informações, o MEC – órgão responsável pelo ensino no Brasil – precisa inserir, na grade curricular das escolas, uma disciplina que trate sobre a educação midiática. Por meio de salas de aulas, os alunos, junto com os professores, irão discutir a importância da leitura ativa, com indagações, variedade de fontes e dados, principalmente em textos jornalísticos. Assim, será possível superar esse revés com a ajuda do pai da filosofia.