Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/11/2023

Segundo o filósofo Blaise Pascal, “A consciência é o melhor livro da moral e o que menos se consulta”. Nesse viés, na conjuntura atual, a realidade não se distancia do exposto, haja vista que perpetua-se a propagação das Fake News provenientes da irresponsabilidade social. Desse modo, a difamação pública e, por conseguinte, os prejuízos à saúde mental configuram perigos presentes na era informacional. Nessa lógica, é imprescindível a intervenção sociogovernamental, com o fito de reverter a temática.

Em primeiro plano, vale destacar como a criação de notícias falsas fere a reputação dos indivíduos. À luz disso, na novela “Travessia”, da emissora Globo, a personagem Brisa é sujeita à uma Fake News ao seu respeito, que provoca a difamação da sua imagem e tem sua vida colocada em risco. Nesse sentido, os usuários criam ou distorcem informações e relaciona com a pessoa inocente, em troca de uma diversão imprópria do sofrimento alheio. Logo, a prática discorrida - apesar de ser configurada como um crime cibernético - continua a exercer total poder na transformação negativa do cotidiano das vítimas.

Além disso, em virtude do supracitado, nota-se os danos psicológicos causados ao vulnerável. De acordo com o filósofo Hipócrates, “O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio”. Entretanto, as Fake News interferem na sobrevivência do injustiçado, devido às hostilidades vivenciadas no meio tecnológico ou na sua realidade que desencadeiam transtornos como a fobia social. Assim, a garantia do corpo e da mente saudáveis expresso pelo pensador, é árdua para os desolados da problemática.

Diante do exposto, faz-se necessário propostas interventoras que mitiguem o quadro em tela. Para isso, é fulcral que a Mídia - grande difusora de informação e um potencial formador de opinião - com o apoio do Ministério da Saúde, promova a conscientização da sociedade, por intermédio de campanhas, reportagens e propagandas, a fim de estimular a mudança da postura dos irresponsáveis e, assim, evitar o desequilíbrio psicológico das vítimas que prejudica indubitavelmente sua rotina. Com isso, ao efetivar tais medidas, será possível a superação do problema.