Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante à propagação de Fake News na atualidade. Nesse sentido, há de se combater não só a inoperância governamental, bem como a desinformação que favorecem o quadro.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que a indiferença governamental é um potencializador do problema. A respeito disso, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura observada, uma vez que apesar da legislação vigente, os criadores de Fake News não costumam ser penalizados, além da fiscalização promovida ser frágil.
Outrossim, a desinformação é outro complexo dificultdor. Nessa perspectiva, consoante Paulo Freire, a escola deve ter íntima relação com a realidade dos alunos e não ficar restrita ao universo teórico - problema conhecido como academicismo. Contudo, as instituições de ensino vão contra tal máxima, na medida em que não criam nos alunos a criticidade suficiente para que no futuro não haja propagação de notícias falsas. Desse modo, é fundamental desconstruir o analfabetismo funcional, a fim de combater a propagação das Fake News.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas com o intuito de minimizar o imbróglio. Para tanto, é papel do Governo Federal descontruir a impunidade vigente, mediante criação de leis mais rígidas e mais fiscalização, com o propósito de penalizar os infratores. Ademais, é papel das escolas orientar os alunos sobre as notícias falsas, a partir de debates e dinâmicas lúdicas em sala, a fim de minimizar o analfabetismo funcional presente.