Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/05/2024

Ocorrida no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina foi um movimento popular contra a vacinação que ocorreu devido a disseminação de notícias falsas acerca dos efeitos desta. Analogamente, no mundo contemporâneo, a propagação de notícias falsas, conhecidas como fake news, tem crescido em ritmo acelerado, principamente pela Internet, em virtude da ausência de educação digital e da apatia das redes sociais.

Inicialmente, deve-se destacar a falta de educação digital como fator fundamental para agravar o problema em questão. Nesse contexto, o educador Paulo Freire afirma que a educação é viés fundamental para a construção da consciência crítica do indíviduo, garantindo seu lugar no mundo. Entretanto, a consciência crítica da sociedade acerca dos perigos das fake news é dificultada, pois não há meios eficientes de informação e conscientização, como a educação digital, esta que proporcionaria aos alunos o uso correto e ético dos meios de comunicação virtuais, principalmente das redes. Consequentemente, a omissão da educação virtual compromete com o entedimento sobre quais informais são falsas, estimulando o compartilhamento destas e prejudicando o ambiente virtual.

Outrossim, vale ressaltar as práticas inconscientes das grandes empresas de redes sociais que agravam a problemática retratada. Nessa conjuntura, segundo a obra “O Capital”, escrita pelo filósofo Karl Marx, o capitalismo prioriza o lucro em detrimento dos valores. Sob essa óptica, as grandes redes, como o Instagram e o Twitter, têm, constantemente, contribuído para o engajamento de notícias falsas, com poucos meios de combate à prática de fake news, estes ainda obrigados pela legislação, prova disso foram as diversas notícias falsas espalhadas no período eleitoral do ano de 2022, sem qualquer meio de dificultar a prática.

Portanto, o Ministério da Educação deve promover o combate à desinformação, por meio da educação digital nas escolas brasileiras, de maneira democrática, visando incluir todos os possíveis grupos sociais para a prática, com o objetivo de amenizar a disseminação de fake news. Ademais, o Poder Legislativo, por sua vez, deve cobrar o compromisso das redes sociais com a sociedade, por intermédio de leis que obriguem a ação contra o espalhamento de notícias não verídicas, somado à sanções, caso o contrário, a fim de amenizar os perigos das fake news.