Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/06/2024
Grande poeta pós-modernista, Manoel de Barros, escreveu em suas obras a “Teologia do Traste” que possui destaque em situações constantemente esquecidas e desconsideradas. Seguindo a lógica do poeta, faz-se preciso analisar os perigos das fake news na era da informação na sociedade brasileira. Nesse viés, a irresponsabilidade tecnológica e a ineficiência governamental vêm sendo problemas cada vez mais perpetuados e firmados.
Convém ressaltar, a princípio, a imprudência técnico-científica como um empecilho. Isso se reflete na frase do jornalista irlandês George Bernard Shaw quando se diz “A ciência não resolve um problema sem criar pelo menos outros dez”. Nesse sentido, é notário que apesar do avanço da tecnologia ter proporcionado maior disseminação de informações, essa ferramenta é usada de maneira inadequada como forma de persuasão e propagação de falsas notícias.
Além disso, o Art. 6° da Constituição Federal afirma que o Governo tem o dever de garantir diretos, dentre eles a segurança. Porém, o Poder Público assume uma omissão governamental no que se refere a proteger a sociedade. Sob essa óptica, apontou-se que as fake news têm consequências fatais, como o caso da Fabiane Maria de Jesus no litoral paulista, que após ser espancada foi morta por conta de falsos boatos disseminados nas redes sociais.
Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Logo, cabe ao Governo - órgão de maior importância no âmbito nacional - junto aos responsáveis pelos meios midiáticos, promover fiscalizações e eliminações de conteúdos falsos nas redes sociais, com o intuito de aumentar a propagação de informações confiáveis e ajudar a população identificar e eliminar desinformações. Dessa forma, construir-se-á um Brasil mais democrático.