Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/01/2018

Cavalos de Troia no século XXI

Apesar do termo “fake news” ser mencionado mais vezes na atualidade, a ideia de espalhar notícias falsas é antiga. Pode parecer divertido ler notícias absurdas levadas a sério, porém é preciso usar visão crítica e perceber como esse conteúdo se dissemina com ares de verdade e que existem indivíduos que se beneficiam diretamente disso.

Dentro do contexto da globalização, as redes sociais ajudam a democratizar qualquer tipo de informação, o que inclui as falsas. Ressalta-se que notícias falaciosas podem ser muito mais atraentes que as reais, justamente por não necessitarem de verossimilhança com o mundo real. Espalhar algo como a Terra ser plana, por exemplo, desperta mais curiosidade do que imagens de baixa ou média qualidade obtidas por sondas em outros planetas.

Sendo o conteúdo falso mais atrativo que a verdade, então é natural que pessoas se utilizem disso para benefício próprio. Seja alguns cliques a mais ou até mesmo vitórias em eleições. Além do recente caso envolvendo o atual presidente estadunidense Donald Trump e o governo russo visando enfraquecer sua então adversária Hillary Clinton, há uma constante aparição de boatos na eleições brasileiras, especialmente presidenciais. Posicionamentos políticos falsos, crenças religiosas impopulares e frases polêmicas são atribuídas aos candidatos tendo por objetivo de fazê-los perderem apoio e aumentar aprovação para outros candidatos.

Os danos causados por tais fake news, mesmo quando desmentidas, são no geral irreversíveis, considerando que poucos são os que dão atenção a erratas. Torna-se necessário então que agências de notícias, redes sociais e influenciadores digitais tenham mais rigor na disseminação das informações. E que estes, unidos aos governo locais, orientem os indivíduos a filtrar esses dados, além de punir os que nisso insistirem.