Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/01/2018
Da ficção à realidade
O escritor naturalista Aluísio Azevedo,no século XIX em sua obra " O cortiço" retrata de forma crítica as realidades sociais brasileiras. A obra naturalista enfatiza que desde esse século a disseminação de acontecimentos, sobretudo, entre os moradores do cortiço ocorriam de maneira eficaz. Nessa conjuntura, de forma análoga, no mundo contemporâneo, as informações passaram a ser transmitidas mais rapidamente. Todavia, problemas são ocasionadas por tais práticas, com destaque para as “fake news”, termo utilizado para designar as notícias veiculadas cujo caráter são irreais, as quais podem resultar em consequências desastrosas para a sociedade.
É imprescindível destacar, de início, que o advento tecnológico representou um grande avanço para a sociedade, pois além de permitir a interação entre os indivíduos, ele facilitou o processo de disseminação de informações e acontecimentos. Entretanto, de forma semelhante, houve um aumento significativo no número de notícias denominadas “fake news”. Nesse contexto, essas informações podem aparecer, inclusive, ao retratar fatos ocorridos ou acerca dos indivíduos, principalmente, figuras públicas, como por exemplo o caso ocorrido com o ator brasileiro Lima Duarte, no qual boatos de morte foram divulgados nas redes virtuais.
É necessário ressaltar, ainda que, as notícias falsas ganharam grande repercussão, majoritariamente, devido ao avanço do meio informacional, o qual permite que uma notícia seja veiculada rapidamente em todo o mundo. Desse modo, o “facebook” e o “twitter” são grandes exemplos que passaram a ser meios propagadores das notícias não verídicas. Contudo, o problema maior, encontra-se na dificuldade de desmistificar esses fatos compartilhados, seja por ausência da divulgação da notícia real, seja na tardia divulgação após ocorrer a difamação do indivíduo. Isso pode ser corroborado com o caso ocorrido em São Paulo, na qual uma mulher foi morta por espancamento após boatos, nos quais a acusava de sequestro de crianças.
Torna-se evidente, portanto, que para resolver ou ao menos minimizar esse problema presente na sociedade brasileira, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a mídia desenvolvam projetos educativos nas escolas e universidades, a fim de alertar as crianças, adolescentes e jovens acerca da problemática das “fake news”, pois esses serão os futuros cidadãos. Ademais, seria interessante que as grandes revistas, sites online, com parceria com o Governo Federal recebessem um código específico de comprovação da veracidade da notícia, para que desse modo os indivíduos pudessem diferenciar a ficção do real e desenraizar esse problema de séculos.