Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/01/2018
Não é difícil lembrar notícias atuais em que o preceito da veridicidade é lesado. Esses episódios têm se tornado frequente nos dias de hoje, uma vez que se vive em uma sociedade na qual o objetivo informativo que a impressa possui é muitas vezes deturpado. Nesse contexto, é inquestionável que as fake news tem constituído um problema que afeta substancialmente a dinâmica social; infere-se que esta conjuntura é acarretado, sobretudo, por tendências capitalistas assumidas pela mídia e pelo absentismo do posicionamento crítico da população.
Um dos tópicos que devem ser abordados é o interesse econômico ter sobrepujado o compromisso da imprensa com a informação. Este fato pode ser esclarecido se considerarmos as mudanças ocasionadas pela 3ª Revolução Industrial a qual propiciou a maior rapidez na propagação dos dados. Nesse contexto, a mídia se viu obrigada nutrir a insaciável necessidade da sociedade em se manter informada; é indubitável que esse cenário contribuiu para a perda na qualidade das notícias, as quais passaram a assumir características sensacionalistas ou inverídicas baseando seu sucesso apenas na lucratividade.
Ademais, não há dúvidas que a escassez de atitudes proativas da sociedade quando apresentadas a uma informação contribui para perenizar o impasse. Devido a facilidade proporcionada pela internet, sobretudo as redes sociais as pessoas abandonaram o exercício do senso crítico, tonando-se muitas vezes alienadas. Tal conjuntura não é atual e pode ser observada na Grécia antiga quando o filósofo Sócrates condenava o senso comum e instigava aos cidadãos, através do ato do questionamento, dar origem ao seu próprio conhecimento. Nesse cenário, em que o mundo virtual peca muitas vezes pela falta de veridicidade cabe aos indivíduos, consequentemente, buscar e julgar a integridade das notícias.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para reverter a problemática. Em primeiro lugar, o Conselho de Auto-regulamentação Publicitária (CONAR) em apoio do governo, deve realizar um programa educativo com os órgãos de imprensa, desenvolvendo com estas as necessidade éticas de respeitar a veridicidade e qualidade na prestação de informação. Nesse contexto, empresas que não respeitarem tal conjuntura serão punidas com multas e obrigadas a realizar retratação da condição que ocasionaram. Dando continuidade, o Ministério da Educação irá realizar simpósios na escolas e comunidade, nos quais filósofos e sociólogos abordarão assuntos pertinentes no que tange a responsabilidade dos indivíduos frente a fonte e confiabilidade das notícias. Só assim, o problema das fake news poderá ser remediado.