Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/01/2018
Telefone sem fronteiras.
Pode-se dizer que notícia e boato sempre estiveram ligados de alguma forma. A brincadeira de criança: “telefone sem fio” consiste em repassar uma mensagem de pessoa a pessoa até que no fim, a maioria das vezes, a frase final se distancia tanto da primeira, transmitindo mensagens distintas. Mas, se as notícias falsas sempre existiram o que preocupa a contemporaneidade é a rapidez com que essas inverdades são difundidas na rede de comunicação.
De fato, as Fake News instigam seus leitores com manchetes sensacionalistas, leitura rápida e superficial. Disseminadas em redes redes sociais, as mensagens chegam aos internautas que não procuram veracidade mas, procuram ler aquilo que já acreditam. Tais notícias atingem tanto pessoas públicas como anônimos, o caso da dona de casa espancada até a morte por moradores em 2014 no Guarujá após o boato de dizer que a mesma matava crianças em rituais de magia negra.
Certamente, o advento da internet trouxe melhorias na qualidade de vida da população; a espontaneidade nas trocas de informações e a velocidade com que tudo acontece, dinamiza as relações sociais. Por outro lado a necessidade contante de notícias novas, cliques e fofocas sustentam o mercado das Fake News. Dessa forma inverdades atingem um público maior devido a globalização e a quebra de fronteiras que a internet pôde proporcionar.
Enfim, é evidente que a troca rápida de mensagens revolucionou o mundo atual, em contrapartida trouxe problemas nunca imaginados antes. Cabe a imprensa o papel de nos mostrar fatos reais, sem juízo de valor pela parte dos jornalistas. Assim também a educação digital tem função principal, é papel do leitor procurar afinco dentre outras plataformas midiáticas a veracidade dos fatos antes de compartilhar para centenas de amigos em seu perfil.