Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/09/2024
Em 1976, o mundo havia descoberto uma das obras mais relevantes para a história recente: o “Dicionário da política”, em que Noberto Bobbio afirma ser do Estado a garantia do acesso à informação. Entretanto, a disseminação de notícias falsas impede que a população brasileira vivencie o direito descrito por Bobbio, o que representa grave problema. Com efeito, para solucionar ao impasse, há de se combater a omissão estatal, bem como fortalecer a dignidade humana.
A priori, é imperioso destacar que a omissão estatal é um fator determinante ´para a difusão das “fake news”. Diante desse cenário, John Locke, conhecido como pai do liberalismo, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direito aos indíviduos. Ocorre que, no Brasil, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, uma vez que o combate a notícias falsas não tem sido observada com a devida impôrtancia. Nesse sentido, a ausência da prioridade estatal se justifica pelo grande poder de manipulação fornecido por essas fontes questionáveis, já que muitos reafirmam pontos de vistas e motivam as ações dos índividuos, mesmo sem nenhuma prova concreta. Desse modo, enquanto a notícia falsa for a regra, a nação confiável será a exceção.
Ademais, a impunidade humana ratifica a procupante situação mencionada. Sobre isso, antes da Revolução Francesa, alguns índíviduos não eram merecedores de serem tratados com respeito e permaneciam sem direitos básicos, o que mudou com o surgimento do Iluminismo. Todavia, a população brasileira ainda não experimenta todos os benefícios assegurados no século XVIII, uma vez que a divulgação de notícias falsas afeta os interesses públicos. Nesse contexto, as fakes news prejudicam, de forma grave, o dia a dia dos brasileiros, pois a desinformação pode afetar todas as áreas sociais, como a da saúde. Assim, é incoerente que a população ainda conviva com esse arcaico dilema de silenciamento social.
Portanto, é necessário que o Ministério da Segurança e as escolas atuem de modo a estimular a população, solicitando melhoras em relação a fontes inseguras, por meio de prejeitos pedagógicos, com estrevistas com vítimas do problema, sendo capaz de mobilizar o Estado. Essa iniciativa irá garantir que o conceito defendido por Bobbio, seja, em breve, realidade na sociedade.