Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/05/2018

Kant e Liberdade pós moderna

O advento da Globalização no mundo pós guerra fria dinamizou as relações interpessoais e acentuou o fluxo das informações.Como consequência disso,a decentralização do conteúdo nas redes,em consonância ao contingente noticiário,focaliza problemas de amplo espectro,sobretudo com as “Fake News”.Nesse sentido,observa-se que a conciliação entre rede e dados reflete um cenário desafiador seja pela disseminação em massa de levantamentos capciosos,seja pela atitude dos envolvidos frente às especulações.

Mormente,o compartilhamento instantâneo e exponencial de falsas notícias tornam o ambiente digital extremamente perigoso.Constantemente,é notório à invasão de dietas milagrosas,dicas financeiras, e outros artifícios,estampados a uma super propaganda, em redes sociais,anúncios e páginas,agindo de forma abusiva na tentativa de conseguir acesso.Ademais, é importante salientar que épocas de eleição ou de fenômenos nacionais, às correntes difusoras se proliferam de tal forma que para obter associações é comum o espalhamento de difamações e injúrias,principalmente em figuras públicas.Prova disso,são as crescentes falácias no decorrer da disputa eleitoral americana,no início de 2017.

Outrossim,a difusão nefasta de conteúdo sem esclarecimento publicitário acarreta intempéries melindrosas.Cabe ressaltar,nessa perspectiva,dois boatos digitais do ano 2017: “As bananas com HIV” e dos “Macacos com febre amarela”.Em ambos os casos a abrangência da informação inspirou pessoas a agirem de forma precipitada diante dos relatos, já que estes romperam acordos comerciais e na ocasião queimaram centenas de estoques,ou no caso dos macacos,em que levaram pessoas à atacarem de forma violenta famílias de primatas.Portanto,é fundamental o esclarecimento e a educação digital.         Destarte,depreende-se que matérias evasivas desdobram consequências maléficas dentro e fora do mundo virtual.Torna-se imperativo,por conseguinte,que deputados e legisladores,em parceria com a Polícia Civil,desenvolvam leis e tipificações criminais com o intuito de investigar e punir desenvolvedores de manchetes,que possam incidir empecilhos sociais,para que paulatinamente noticiários exorbitantes sejam amenizados e harmonizados dentro das redes.Em segunda instância,é importante que cátedras universitárias,junto a professores e especialistas,realizem palestras,seminários e workshops em colégios e universidades,disseminando o conhecimento sobre isso e alertando sobre medidas de identificação da fake news.Apenas sob tal atitude,poder-se-á mudar esse cenário e fortalecer ainda mais a liberdade de expressão,pois como na matriz teórica de Immanuel Kant: conhecimento e liberdade andam de mãos dadas.