Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/03/2018

A internet e as redes sociais modificaram profundamente a forma como se divulga informações. Entre as mudanças está o advento das Fake News, notícias falsas divulgadas para atender determinados interesses. É claro que ninguém precisa ser um redator profissional para publicar em suas redes sócias, mas todos devem responder ao cometer crimes como calúnia e injúria.

Um incentivo as Fake News são os ânimos políticos inflamados dos últimos anos. A divergência quanto a questões polêmicas como legalização das drogas e aborto geram fortes discussões. Nessas circunstâncias fatos objetivos são menos influentes que na opinião pública do que emoções e crenças pessoais, isso facilita que notícias falsas e apelativas ganhem força. Pois nem mesmo com toda a lógica de Kant poder-se-ia dissuadir a postura sofista de acreditar no que se deseja crer.

Outro fator que propicia a proliferação das Fake News é a falta de educação digital de parte da população. Ao não saber avaliar a confiabilidade de uma fonte compartilham notícias falsas, sem saber. Essa prática já causou graves consequências como a destruição de carreiras e linchamentos. Exemplo disso foi o caso de Fabiane Maria de Jesus espancada até a morte em Guarujá no estado de São Paulo. O motivo foi um boato falso nas redes sociais que a acusava entre outras coisas de sequestrar crianças.

Para evitar que repercussões assim se repitam o poder executivo deveria utilizar de sua verba de comunicação social. O objetivo seria alertar a população sobre os riscos das Fake News e como identifica-las. Isso poderia ser feito através de peças publicitárias em horários de pico de audiência. Além do mais o poder legislativo teria que tipificar a divulgação de notícias falsas que estimulem a violência, como crime. Pois somente assim existirão as punições cabíves