Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/01/2025

No século XV, Johannes Gutenberg deu início à imprensa e disponibilizou o acesso à informação por meio meio de seu invento. Entretanto, na contemporaneidade, a invenção de Gutenberg cedeu lugar à de Zuckerberg: o “Facebook”, que, junto às outras mídias sociais, propaga notícias falsas. Com efeito, a propagação de notícias inverídicas se mostra grave problema à sociedade, pois influencia negativamente a população e traz prejuízo ao interesse nacional.

Diante desse cenário, os conteúdos inverídicos prejudicam a interpretação do povo. Nessa perspectiva, na obra “1984” , de George Orwell, o funcionário Winston era responsável por alterar registros históricos e manipular as notícias a favor do Governo de Oceania. Nesse viés, o Brasil compartilha traços da distopia orwelliana, na medida em que a sociedade brasileira também é manipulada por informações influenciadas por “winstons”, que assim como na ficção, têm interesse político em distorcer a verdade. Logo, não é razoável que a democracia seja fragilizada pela disseminação de fake news.

Ademais, a propagação de notícias falsas pode prejudicar os interesses nacionais. Nesse sentido, em 1995, chegaram a Nelson Mandela boatos segundo os quais haveria atentados durante a Copa de Rúgbi. Essas informações não se concretizaram, e a África do Sul sediou os jogos, cuja a função era unir brancos e negros após a vigência do Apartheid. Todavia, em oposição ao exemplo de Mandela, muitos cidadãos brasileiros continuam superestimando conteúdos políticos e sociais infundados, de modo que, enquanto a cultura da indiferença à veracidade das informações se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver diariamente com um dos problemas mais graves da pós-modernidade: as notícias falsas.

Portanto, a cultura da desinformação deve ser combatida na contemporaneidade brasileira. Sob esse aspecto, o Governo, por intermédio do Ministério da Educação, deve investir na adoção de uma educação crítica, com o intuito de formar cidadãos ativos no cambate às fake news e conscientes de seu papel na sociedade, por meio de oficinas práticas de aferição de verossimilhança. Dessa forma, a distopia de Orwell será limitada ao mundo ficcional.