Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/03/2018
Hoje, de acordo com a Historiografia, estamos vivendo a era da revolução técnica, científica e informacional, sendo assim, a tecnologia proporciona uma gama de possibilidades que fazem o acesso à informação ser cada vez mais rápido e intuitivo. Consequentemente, nos dias atuais, a propagação de notícias falsas são disseminadas com maior facilidade e, além disso, viralizam mais ligeiramente do que as verdadeiras, pois o indivíduo tende a encarar como verdade aquilo que é mais convincente para ele. Isso, sem dúvidas, abre espaço para que se discutam maneiras de combater essa proliferação.
As notícias falsas, por sua vez, entram em cena para causar um paradoxo: desinformação gerada pela informação. Consumir informação falsa pode deixar o indivíduo desinformado ou com uma percepção distorcida a respeito de um fato ou de alguém. Dessa forma, constata-se a necessidade de cada pessoa buscar desenvolver diariamente uma determinada consciência crítica sobre o que lê através, por exemplo, de pesquisas em outros meios confiáveis para saber se realmente o informe é verdadeiro.
Em consequência dessa controvérsia que o Fake News pode causar, um projeto de lei foi apresentado ao Senado no final do ano de 2017 e ainda está em tramitação. A proposta sugere que compartilhar conteúdos falsos pela Internet, seja por aplicativos de mensagem ou pelas redes sociais, pode se tornar crime com pena de prisão que varia de um a três anos. Alguns argumentam que o texto é vago e que não dará certo, mas o fato é que todos têm direito de receber informações verdadeiras, uma vez que, o princípio da dignidade humana é algo que deve ser tratado como prioridade sempre.
Fica claro, portanto, que ter acesso à informação verdadeira é, sem dúvidas, um direito de liberdade do indivíduo. Desse modo, é essencial que os legisladores e as mídias originais atuem em parceria: estas, divulgando para a população maneiras de identificar se um conteúdo é falso; aqueles, debatendo e criando formas para evitar a impunidade para os produtores de notícias falsas. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação crie mecanismos para promover uma educação digital aos cidadãos por meio de aulas presenciais públicas com especialistas do assunto, a fim de despertar nos indivíduos criticidade e a curiosidade de saber mais sobre a era da informação, pois nem tudo que é convincente é legítimo.