Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/03/2018

A caminhada para o futuro

Não são poucos os fatores envolvidos na discussão acerca da proliferação de “Fake News” na era da informação. Com todos os avanços tecnológicos e o fácil acesso à informação, o surgimento e disseminação de notícias falsas, revestidas de artifícios que lhe conferem aparência de verdade, vêm aumentando consideravelmente. Dessa forma, basta observar o extenso número de informações, falaciosas, repassadas e divulgadas cotidianamente. Logo, compreender os aspectos que levam a esse cenário é fundamental para alcançar melhorias.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que as “Fake News” são um tipo de imprensa que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais. Desse modo, os efeitos colaterais para os inseridos nas notícias falsas são vastos, inclusive para suas respectivas famílias. Para ilustrar, é útil o caso que ocorreu no Rio de Janeiro, no mês de março, no qual a desembargadora Marilia Castro Neves publicou no Facebook que a vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro, era engajada com bandidos. Assim, tratando-se de uma desembargadora, sua alegação inspira uma confiança que leva os leitores a acreditarem em suas declarações, por mais que não haja veracidade.

Ainda nessa questão, é fundamental pontuar que o principal influenciador da propagação de notícias falsas é a falta de conhecimento dos cidadãos. Com o surgimento da internet e o excesso de informação disponível, indivíduos mal intencionados em busca de cliques e audiência propalam informações falsas, principalmente, pelo meio cibernético. No entanto, por trás de cada notícia existe uma parcela de leitores que não checam a autenticidade do comunicado, auxiliando na divulgação. Assim, muitas questões políticas, econômicas e sociais são deturpadas com o amparo da sociedade, além de alimentar uma imprensa cujo o único objetivo é propagar inverdades.

Nesse sentido, fica evidente, portanto, os elementos que colaboram para o atual quadro negativo do país. Cabe às escolas promoverem palestras com os alunos e suas famílias a respeito do que são “Fake News” e suas consequências, visando auxiliar na formação de cidadãos conscientes que questionam a veracidade das informações. É imprescindível, também, que a mídia realize campanhas sociais orientando a população a reconhecer notícias falsas, a fim de evitar a reprodução de notícias do gênero. É válido, inclusive, que o Setor Executivo aumente o monitoramento das notícias falsas divulgadas online, além de aumentar a eficiência das penas punitivas. Assim, gradativamente, a frase de Mahatma Gandhi fará sentido: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”.