Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/03/2018

“Fake news”. “Hoax”. Pós-verdade. Esses são os termos que designam as notícias falsam que circulam pela internet e tanto têm causado problemas na era digital. Embora a circulação de boatos sempre tenha existido na nossa sociedade, com o advento da internet e das mídias sociais, suas propagações tomaram outras proporções. É com base nesse contexto que a indagação dos porquês da credulidade e das criações de “fake news”  merecem ser investigadas.

Primeiramente, é fundamental admitir que a facilidade na crença dos leitores de “fake news” deve ser considerada. Segundo Nietzsche “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que da mentira”, uma vez que a vontade de acreditar no que se lê para validar princípios é mais conveniente que a realidade; a saber da credulidade seletiva das pessoas nas pós-verdades sensacionalistas, muitas vezes  relacionadas às pessoas políticas. Evidenciando, assim, um perigo na disseminação da desinformação.

É notório ressaltar, por outro lado, que existem diversas razões motivadoras nas produções de notícias falsas; dentre elas estão a necessidade de influenciar ideologicamente a maior quantidade de pessoas possíveis, e, somado a isto, a falta de impunidade de tais atos. Como por exemplo, a quantidade de notícias falsas no âmbito político que avilta os candidatos de partidos opostos ao do escritor, que por sua vez, permanece isento de responsabilidade. Logo, medidas de culpabilidade requerem ser elaboradas.

Por conseguinte, tendo em vista os perigos e proporções ocasionadas pelas “hoax”, é necessário que o Governo Federal regulamente leis de responsabilidade que puna os autores para que, assim, previna as produções de tais desinformações. Concomitantemente, as redes sociais devem implementar linhas de programação que cruzam palavras específicas da publicação com as do banco de dados, adquiridas de sites confiáveis, a fim de bloquear as “fake news”.