Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 28/03/2018

Grande mistério da história filosófica, a existência de Sócrates é questionada até os dias atuais. A dúvida se dá pela inexistência de arquivos históricos do filosofo que é retratado com grandiosidade nas obras de Platão. Esse dilema histórico pode ser comparado com os impactos causados pelas chamadas Fake News no mundo contemporâneo, visto que a falta de credibilidade e de fontes comprovadas podem levar a acontecimentos fatais, sendo então necessário criar formas de minimizar esse “fenômeno” prejudicial ao ser.

O processo de globalização foi o precursor da Era da Informação. Devido aos processos de disrupção digital, a propagação de notícias se tornou acessível a todos, diante dessa facilidade, muitos meios de informação que antes tinham como regra à credibilidade, se tornaram banalizados. Banalização essa que, serve como meio de disseminação das fake news.

A incapacidade de identificar a veracidade de uma noticia, está aliada ao comodismo de grande parte dos brasileiros. Visto que se torna muito mais fácil compartilhar informações sem ter certeza, do que buscar comprovação. Isso acaba por formar diversos “juízes de valor”, pessoas que julgam injustamente baseadas em fontes sem o mínimo fundamento, como no caso da dona de casa morta após ser acusada nas redes sociais por envolvimento em magia negra na cidade de São Paulo.

Infere-se, portanto, que o meio mais eficaz de diminuir os impactos causados pelas notícias falsas é através da educação digital. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC, através do seu portal online incentivar e ensinar ao público digital formas de reconhecer as fontes seguras de uma notícia, antes de divulgá-la. Faz-se necessário também, a intensificação da lei de calúnia voltada para os princípios do Direito Digital, a fim de punir severamente pessoas que criam informações falsas, visando um prejuízo coletivo. Só assim, a segurança do cidadão será resguardada e o paradigma “se está na internet, é verdade” será repensado.