Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/03/2018
Durante o governo de Getúlio Vargas, adotou-se um sistema de censura voltado à imprensa no Brasil, a fim de que os ideais políticos do presidente fossem difundidos de maneira benéfica à sua imagem. De maneira análoga, há uma imensa massa populacional que, nos dias atuais, se mantém vítimas do jornalismo manipulado, cujas causas estão relacionadas, sobretudo, aos interesses socioeconômicos de quem compartilha informações inverídicas. Nesse sentido, é preciso investir em tecnologias de monitoramento e na criminalização das chamadas “fake news”.
Em primeiro lugar, deve-se destacar o papel da internet na disseminação de notícias falsas. Segundo um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP), há uma marca de 12 milhões de brasileiros que compartilham informações sem veracidade nas redes sociais, em decorrência de seu crescimento como principal meio de comunicação no país. Isto tem acontecido, principalmente, devido aos materiais sensacionalistas contidos nessas redes, também chamados de “clickbaits”, os quais, em sua maioria, possuem títulos alarmantes de caráter atrativo, que, por sua vez, enganam aos leitores curiosos e geram lucro aos proprietários do meio de veiculação das ”fakes news”. Logo, é de extrema importância que a sociedade faça uso de ferramentas digitais, capazes de checar tais notícias.
Outro ponto de relevância diz respeito à facilidade com a qual as notícias falsas têm circulado no país, sem que haja a devida intervenção jurídica. De acordo com o deputado federal Fábio Trad, as “fake news” devem tornar-se um crime contra a fé pública, citando, como exemplo, o caso da Fabiane Maria de Jesus, residente do litoral paulista, que foi morta em 2014, após acusações falsas sobre o assassinato de crianças em rituais de magia negra, possivelmente feitos pela mesma. Sendo assim, é notório que o compartilhamento desse tipo de informação seja prejudicial à população e necessite ser criminalizado no Brasil.
Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que se tenha consentimento dos perigos das “fake news” no país. Para resolver tal impasse, é preciso que o Ministério da Ciência e Tecnologia invista na criação de um sistema de fiscalização das notícias que circulam na internet, analisando suas fontes, sua respectiva data e seus autores. Além disso, deve-se incluir tal ferramenta não somente em grandes setores da imprensa nacional, como também em aparelhos tecnológicos de fácil acesso, entre eles os celulares, a fim de que toda a população possa checar a veracidade das informações que são lidas. Outrossim, o Ministério da Justiça deverá investir na Legislação Brasileira, voltando-se à proibição de compartilhamento de notícias falsas e aplicando punições cabíveis ao responsáveis por tal ato, com o intuito de incentivar a sociedade ao senso crítico e ao cumprimento da lei.