Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/03/2018

O mundo contemporâneo, em um momento de Globalização e Terceira Revolução Industrial ingressou em uma etapa de mudanças no campo tecnológico e democratizou o acesso a informação. Hoje em dia, temos mais facilidade em nos mantermos atualizados graças a abundância de veículos de informação. Entretanto, paralelo a isso, há a propagação em massa das chamadas fake news. Nesse contexto, deve-se analisar como a mídia e a sociedade agravam a problemática de notícias falsas no âmbito informacional.

Os interesses políticos e econômicos estão diretamente atrelados à disseminação de notícias falsas. Isso porque, notícias manipuladas são usadas comumente para sujar a imagem de um oponente político ou fazer um produto parecer milagroso, por exemplo. Segundo a teoria de Adorno e Horkheimer, filósofos da Escola de Frankfurt, o sistema capitalista, através da Indústria Cultural, implanta a necessidade de consumo e transforma indivíduos em objetos, não permitindo a formação de uma autonomia consciente, provocando, dessa forma, a crise da razão. Não é a toa, então, que, segundo a revista Época, as fake news viraram um grande negócio.

Atrelada a difusão midiática, a sociedade, ou seja, o indivíduo receptor da mensagem, muitas vezes também tem culpa pelo impacto dessas notícias, pois não se preocupa com a veracidade das informações que recebe. Boatos e informações falsas sempre existiram entre as pessoas, entretanto, foram turbinadas com o acesso a internet, visto que as pessoas ao passarem adiante alguma matéria, acreditam estar fazendo uma coisa boa, compartilhando um fato que vai ajudar ou proteger alguém, mas, de acordo com o G1, 40% das pessoas não conseguem detectar imagens manipuladas. Consequência disso é o compartilhamento sem reflexão sobre diversos temas, o que pode afetar seriamente a vida das pessoas, porque ajuda a reforçar um pensamento errôneo.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da difusão de mentiras seja barrada. Em razão disso, deve-se reforçar a imparcialidade da mídia ao relatar notícias. Ademais, é preciso educar as pessoas em um sentido de alfabetização midiática, para que criem o senso crítico de sempre pesquisar e se aprofundar sobre os informes os quais tem contato, por meio de anúncios, matérias e livros especializados que indiquem como identificar se o que se lê é verdadeiro ou não. Dessa forma, essa prática perderá força e a preocupação com a verdade prevalecerá.