Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/03/2018

“Fake News” são notícias falsas que aparentam ser verídicas. A falta de senso crítico das pessoas, a deficiência da educação virtual e a escassez de mecanismos contra essas informações falsas estão entre os principais contribuidores das “fake news”. Caso não haja uma intervenção, a propagação dessas notícias  pode acabar comprometendo diversos eventos, como aconteceu com o homicídio de Marielle Franco.

O ano começou com a trágica notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco. Duas semanas após o evento, o site “Ceticismo Político” publicou uma notícia falsa, afirmando que a vereadora estava associada ao traficante Marcinho VP e à facção Comando Vermelho. Em virtude da falta de uma análise crítica dos usuários, que não sabem e, muito menos, interessam-se pelas fontes que originaram tal notícia, e da falha na educação virtual, que não busca ensinar as pessoas a identificarem as “fake news”, a publicação do site chegou a ter 400 mil compartilhamentos, segundo o jornal “O Globo”.

Ademais, o fato de os indivíduos deixarem de ler notícias em sites confiáveis e começarem a obter informações somente a partir das redes sociais só corrobora a problemática. Isso se deve, mormente, à ausência de meios nas redes sociais para combater essas publicações inventadas. O indivíduo, ao ler certa notícia, considera-a verdadeira e, por falta de notificações de que ela é falsa, acaba compartilhando a informação e contribuindo para a disseminação das “fake news”. No mundo hodierno, torna-se cada vez mais difícil identificar uma informação precipitada e, ao mesmo tempo, cada vez mais recorrente ler tal informação.

Destarte, torna-se necessário intervir nessa situação. Cabe a vários setores da sociedade, como a família, a escola e o Estado, a ensinarem os usuários de internet a identificarem notícias falsas por meio do desenvolvimento de um senso crítico nos indivíduos que busque, não somente reconhecer  a veracidade do fato, mas também denunciar as publicações que difamem alguém com informações equivocadas. Além disso, é essencial que as redes sociais criem mecanismos que alertem os usuários de que a notícia está sendo questionada por outros leitores. Para mais, devem desativar contas falsas e páginas que contribuem para o espalhamento das “fake news”. O objetivo dessas ações não é apenas eliminar os dados incorretos, mas também propagar um meio de obtenção de informações democrático, verídico e justo para todos.