Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/04/2018
A partir da segunda metade do século XX, teve início uma nova fase de processos tecnológicos denominada Terceira Revolução Tecnológica. Tal acontecimento, no Brasil, evoluiu até uma era de perigos relacionados ao “fake news” - consequência dos avanços da tecnologia. Desse modo, em uma sociedade imersa em ideais capitalistas e disputas políticas, a divulgação de notícias falsas é um dos métodos utilizados na competição pelo mercado consumidor e também é empregada como ferramenta nas disputas eleitorais.
Em primeira análise, as empresas que fornecem produtos e serviços usam do advento da internet, veículo de propagação rápida de informações, para difundir dados inautênticos com o propósito de difamar concorrentes e se promover. Um estudo realizado pelo economista estadunidense Mark Weisbrot, demonstra que uma a cada cinco empresas atuantes no mercado nacional fazem uso do “fake news”. Dessa forma, o comprador é induzido a gerar determinado conceito sobre uma empresa, produto ou serviço, pois não existe um controle eficaz da veridicidade da informações compartilhadas na rede mundial de computadores.
Ademais, ressalta-se que as notícias falsas fazem parte de uma disputa informativa com objetivos políticos. Nas eleições, os candidatos disseminam inverdades, principalmente nas redes sociais, com o intuito de atacar oponentes e maximizar ou gerar qualidades a seu favor, e a eficácia dessas ações são justificadas pelo fato de muitos acreditarem no que circula na rede de computadores interligados sem buscar a procedência. Logo, em um país muito ativo nas redes sociais e com forte polarização ideológica, que se reflete claramente na internet, o “fake news” contribui na formação de falsos conceitos que impactam diretamente no resultado das eleições.
Urge, destarte, a efetivação de ações com o fito de combater os problemas associados às falsas notícias. Mormente, as Delegacias de Cibercrimes, principais responsáveis por cuidar de transgressões virtuais, em parceria com a Agencia Brasileira de Inteligência (ABIN), deve fornecer um treinamento específico a seus profissionais para identificar pessoas responsáveis pelas postagens falsas. Dessa maneira, o objetivo é coibir ações desse gênero, pois o anonimato contribui diretamente para essas atitudes. Concomitantemente, as instituições de ensino, responsáveis na formação dos cidadãos, devem estimular os alunos a gerarem suas próprias opiniões sobre os fatos e a ter senso crítico. Isso pode ser feito por intermédios de seminários durante as aulas que abordem temas de problemas sociais em que os participantes irão expor seus pontos de vista, sendo assim será possível ensinar aos indivíduos inseridos nesse ambiante a apurar a verdade das notícias divulgadas.