Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/04/2018
Na última eleição nos Estados Unidos na qual Donald Trump foi eleito, o termo fake news foi muito discutido.O motivo foi que uma empresa a mando do candidato começou a espalhar notícias falsas sobre sua concorrente, além de direcionar assuntos que interessava seus eleitores fazendo com que esses apoiassem sua candidatura. A grande questão deixada depois desse evento é: como conter a disseminação dessas falsas notícias e quais suas consequências? Qual a responsabilidade das redes sociais?
As consequências da disseminação das fake news associada com a rapidez que se espalham podem ser catastróficas. Não há dúvidas que a era da Informação trouxe muitos benefícios para a humanidade, mas infelizmente existe seu lado ruim também. E algumas empresas aproveitam disso e se especializam em compartilhar falsas notícias usando uma ferramenta chamada algoritmo, que com base nos acessos que um indivíduo faz na Internet ele direciona notícias que lhe interessa. E foi dessa forma que uma agência inglesa conseguiu influenciar a campanha presidencial norte americana e a votação para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, tudo através do facebook e twitter.
As redes sociais são um dos maiores veículos de comunicação hoje em dia, e é através delas que as fake news são espalhadas. De acordo com pesquisas, cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo tem acesso a esse recurso. Tornando-a interessante para quem quer influenciar opiniões. Recentemente o proprietário do Facebook, Mark Zuckerberg, veio a público pedir desculpas pelo vazamento de dados de quem usa o aplicativo, dados que foram usados para direcionamento de notícias. Ele disse que está trabalhando para proteger as contas dos usuários e que quer fazer isso antes da eleição presidencial no Brasil, para que não aconteça o mesmo que no Estados Unidos.
Fica claro, portanto, que as fake news são uma ameça a democracia, pois além de disseminar a mentira influencia a sociedade a tomar decisões de acordo com a vontade de quem as espalha. Diante desse problema cabe ao Governo, no caso o Ministério Público a criar leis que pune quem comete esse ato. Além de criar programas que detectam essas notícias, sem ferir a o princípio da liberdade de expressão, e assim apagá-las ou pelo menos informar o cidadão que se trata de uma notícia falsa. Outra medida importante é a criação de campanhas, feitas também pelo Governo e divulgada pelas próprias redes sociais, ensinando e orientado a população como agir diante dessas informações, por exemplo, fazer uma denúncia da matéria e não repassar para outras pessoas. Com essas medidas talvez seja possível reduzir os danos causados por esse problema tão atual.