Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/04/2018
Notícias falsas sempre existiram na sociedade, mas se antes ficavam restritas a uma pequena comunidade, atualmente são disseminadas em larga escala por causa das redes sociais. Dessa forma, as chamadas Fake News são mais nocivas à sociedade, em razão dos novos meios de comunicação, da sua velocidade de propagação e da falta de senso crítico da população na recepção das mensagens. Assim, são necessárias políticas governamentais para a conscientização da sociedade acerca do tema e a responsabilização daqueles que as difundem.
O advento da internet e o surgimento de novas formas de comunicação mudaram a forma como as pessoas consomem as notícias. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia realizada em 2016 pela Presidência da República, a internet é a segunda fonte de informação mais popular no país. Além disso, essa nova ferramenta retira da população a função de mera receptora, permitindo que adote um papel mais ativo, produzindo e difundindo mensagens.
Um segundo aspecto relevante é a agilidade como as Fake News se espalham, devido a sua similaridade com informações verídicas, usando a linguagem jornalística a fim de conferir autenticidade à mensagem, e seu teor apelativo, que recorre aos sentimentos dos leitores, como curiosidade, medos, anseios, para serem acessadas e disseminadas. De acordo com um estudo, publicado no jornal científico Science, as Fake News têm 70% mais chance de serem compartilhadas e levam seis vezes menos tempo, se comparadas com notícias verdadeiras, para alcançarem os primeiros 1.500 leitores.
Tamanho sucesso também pode ser atribuído à falta de questionamento do público durante a absorção do que está sendo veiculado. As pessoas não se preocupam com a autenticidade da fonte, não procuram em veículos de comunicação confiáveis se as mesmas notícias foram divulgadas e compartilham notícias falsas com os seus seguidores, aumentando a chance dessas se alastrarem.
Em virtude dos fatos mencionados, são necessárias ações do Governo para frear o avanço das Fake News, como a criação de uma entidade pública que fiscalize as páginas de notícias online e que alerte a população sobre quais mensagens são falaciosas, a elaboração de campanhas publicitárias, veiculadas nas principais emissoras, sobre a importância da população checar a fonte das informações postadas e sobre as penas que incorrem aqueles que disseminem conteúdo falso e a inclusão no currículo do ensino médio da alfabetização midiática, visando a ensinar aos estudantes formas de identificarem padrões de notícias falsas, pois percebe-se que os novos meios de comunicação, em especial as redes sociais, colaboram para que essas notícias sejam reproduzidas com mais facilidade e atinjam mais pessoas, aumentando o seu potencial lesivo.