Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/04/2018

No século XV Gutenberg propiciou a disseminação da informação de forma mais rápida e eficaz com o surgimento da imprensa. Na atualidade, no entanto, uma nova maneira de divulgar notícias está sendo gradativamente mais utilizada: a internet. Redes sociais como WhatsApp e Facebook intensificaram como nunca a proliferação de informações que podem ser ou verdadeiras ou falsas, sendo essas últimas denominadas “Fake News”. Todavia, quais os problemas desses boatos?

Ao ser disseminado uma notícia falsa sobre alguém nas redes sociais, a pessoa que está sendo difamada não tem como explicar o fato e dizer se é verdade, violando assim a Declaração dos Direitos Humanos, pois esse afirma que todo indivíduo tem direito a se defender mediante a uma acusação. Um exemplo de tal tragédia anunciada pelo Fantástico é a hipotética acusação a um veterinário da cidade de São Paulo que supostamente teria realizado um procedimento malfeito a uma cadela, notícia essa que foi divulgada e compartilhada por muitas pessoas no Facebook.

Outro perigo dos “boatos virtuais” é que elas servem para manipular a sociedade e, por conseguinte, gera uma população alienada. De acordo com o sociólogo Karl Marx, a classe dominante usa a ideologia para impor suas vontades sobre os dominados e ,na atual “era digital”, a internet é o meio mais propício à proliferação de informações que podem favorecer a burguesia.

Além disso, a questão da pós-verdade é presente, sobretudo, na vida dos leigos sobre informação digital, pois eles não buscam se aprofundar sobre o assunto e nem mesmo a fonte dele, assim são levados apenas pelas emoções e informações apelativas. Isso se enquadra claramente na ideia de “sociedade líquida” do sociólogo Bauman, o qual afirma que a população pós-moderna, mediante a uma corrente de incertezas e insegurança, se molda ao meio assim como um líquido ao recipiente em que está contido.

Diante do exposto, percebe-se, portanto, que as “Fake News” afetam diretamente a sociedade tanto no âmbito político quanto cultural. Sendo assim, é imprescindível que o Ministério das Comunicações em conjunto com o Ministério da Educação crie um projeto denominado “Notícias Verdadeiras”, no qual será realizado fiscalizações e  campanhas dentro das redes sociais ensinando como identificar uma notícia falsa e ainda tornará a filosofia uma matéria obrigatória desde o ensino infantil, a fim de formar indivíduos capazes de pensar por si próprio e que procuram se informar em fontes seguras, não se contentando com as informações que lhes oferecem.