Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/04/2018

Um jovem pastor ao necessitar a atenção das pessoas de sua aldeia, passou a mentir de forma constante, afirmando que seu rebanho estava sendo atacado por um lobo. Ao chegarem no local, percebiam a mentira e deixavam de ajudar o jovem, mesmo quando o ataque realmente aconteceu, pois acreditavam se tratar novamente de uma farsa. Embora essa fábula do escritor grego Esopo tenha surgido durante a Antiguidade Clássica, ainda hoje há a divulgação de notícias inverídicas, as quais são não só prejudiciais à população, como também à democratização de informações úteis.

Com o advento da internet, a fluidez da informação tornou-se evidente. Quando algo é publicado nesse meio, é propagado de forma rápida e eficaz e dificilmente será excluído em sua totalidade. Por isso, as “fake news” são extremamente perigosas, em especial para aqueles que sofrem com elas. No Brasil, não são raros os casos. Em 2014 foi divulgada nas mídias sociais a acusação de uma mulher pela prática de magia negra com crianças. A mesma foi linchada e espancada até a morte. Desse modo, antes da divulgação de uma publicação, é necessária a verificação de sua veracidade a fim de evitar danos irreparáveis.

A democratização da informação também é prejudicada através desse gênero de notícia. Isso porque, devido à alta exposição às notícias falsas, as pessoas passam a desconfiar de todo conhecimento que é divulgado, até mesmo daqueles provenientes de fontes confiáveis.

As “fake news”, portanto, são prejudiciais à toda sociedade. Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, reservar um dia do ano letivo, tanto do ensino fundamental quanto médio, para a realização de palestras e debates sobre o assunto, visando melhorar a educação digital dos jovens brasileiros. Dessa maneira, será formada uma geração mais consciente sobre o uso da internet, pois como diria o político alemão Joseph Goebbels “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”