Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/04/2018
“Uma mentira dita mil vezes, se torna verdade.” A frase dita por Joseph Goebbel, que foi Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista e morreu há mais de meio século ainda possui notoriedade. Graças a internet, as chamadas fake news se alastram numa velocidade impressionante e incontrolável. As notícias são falsas, mas as consequências geradas por elas são reais; e podem afetar desde uma só pessoa até uma nação inteira.
As redes sociais compõem um ambiente polarizado e podem ser um difusor de notícias sem embasamento jornalístico. O que antes era um boato que se restringia a uma determinada área, hoje atinge milhares de pessoas rapidamente. Tornou-se fácil publicar algo, e, até mesmo, programar algo para publicar. O programa Fantástico exibiu recentemente um experimento realizado pela Rede Globo juntamente com a Universidade Federal do Piauí que mostrou que existem robôs que colocam até 2.400 informações falsas na rede por hora.
O oncologista Drauzio Varella foi vítima do fenômeno. Um vídeo em que uma mulher faz afirmações errôneas atribuindo como fonte o médico foi amplamente divulgado. O evento foi criticado por ele, que fez também o possível para desmentir as falas. No entanto, a possibilidade de que uma parte da população ainda tenha o conteúdo do vídeo como verdade, preocupa, pois algumas pessoas podem deixar de fazer certos exames.
Durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, a inverdade de que um esquema de exploração sexual infantil comandado pela candidata Hillary Clinton ocorria na cozinha de uma pizzaria na capital do país foi publicada na rede. Em dezembro de 2016, um homem invadiu o estabelecimento na capital do país portando armas de fogo dizendo que faria justiça com as próprias mãos. Ninguém foi ferido, no entanto, o acontecimento é válido como exemplo de como as fake news podem influenciar até mesmo embates políticos.
A ocorrência se dá em todo o mundo, mas, especificamente no Brasil, o qual se encontra em período de campanha eleitoral para a presidência da república, é necessário que medidas sejam adotadas tanto por quem produz tanto por quem consome notícia. O Ministério da Justiça deve se aliar aos grandes veículos profissionais de informação para difundir meios de identificação de notícias falsas e criar um portal para denúncia a fim de que sejam removidas de circulação de maneira eficiente e para esclarecer as mesmas. Cabe aos consumidores da notícia o bom senso em buscá-la em fontes confiáveis, e, ao se deparar com o que aparenta ser uma fake new, não compartilhar, pois o dano pode ser irreparável e nunca se sabe quantas pessoas podem ser afetadas por um único compartilhamento.