Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/04/2018

Falácias Cotidianas

“0 segundo assassinato de Marielle Franco - Milícias extremistas difundem mentiras para difamar a vítima.” Tal notícia veiculada pelo site “El Pais”, discorre da repercussão de falácias contra a vereadora e ativista dos direitos humanos. Da qual a injuria e difamação tornou-se mais um produto normatizado no meio social, cujas fontes disseminam essas inverdades com o intuito de denegrir imagem de indivíduos inocentes. Ora, naturalizou-se a mentira numa sociedade que tanto clama pela verdade e justiça - ironia do destino brasileiro.

Diante disso, o imaginário coletivo aliena-se por uma mídia eivada de opressão. Na ótica do sociólogo Jean-Jacques Rousseau, o homem é produto do meio, da qual, a sociedade detém poder determinador na construção do seu caráter e na sua perspectiva do bem e do mal… obviamente essa assertiva é verídica, afinal, o cidadão é por natureza um ser político e social (Aristóteles). Não obstante, as tais “Fake News” foram essenciais à eleição do atual presidente dos EUA, Donald Trump, cujos indícios de seu corpo de marketing disseminou falácias contra a sua opositora Hilary Clinton, juntamente com a Rússia, segundo o programa de Tv Fantástico. Logo, é generalizado as mentiras midiáticas, suplementadas da alienação populacional - omissos e leigos diante à leitura de informações.

Adjacente à isso, o corpo biológico pregoa um sentimento de alienação e retrocesso diante a utilização da tecnologia. De acordo com o IBGE, 170 milhões de brasileiros não têm acesso a internet… corroboram a uma maior ingenuidade ao receber notícias midiáticas e repassa-las a outrem. Outrossim,  a empresa de internet “Google” aceitou a retirada de mais de 12 vídeos discorrendo contra a imagem e integridade de Marielle Franco, juntamente com notícias compartilhadas na rede social “Facebook”(G1). Em tese, é notório a inércia midiática diante seus usuários, dado que, deveria haver maiores análises e exclusão de produtos que objetificam a cultura do ódio e da mentira.

É substancial, portanto, que Marielle se faça presente porém com a verdade do seu legado, sendo assim o descaminho dessa mazela deve ser mitigado. A priori, o Ministério da Educação juntamente com as escolas devem implementar palestras e campanhas contra a luta das “Fake News” com ministração de sociólogos, psicólogos e policiais federais para com os estudantes, ressaltando a necessária atenção os consumir informações e compartilhar nas redes, para que não caim em ciladas. Em segundo, o papel da mídia em transpassar a verdade torna-se essencial, em suma, a Tv, Rádio e Internet, devem minorar suas notícias mentirosas e alertar seus usuários contra tais agruras sociais, possibilitando o ecumenismo mais que necessário.