Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/04/2018
Um oceano de boatos falsos
Com a expansão mundial da internet, diversas utilidades para ela surgiram, por outro lado, alguns problemas também acompanharam seu desenvolvimento. E um destes, são as chamadas fake news (notícias falsas, em inglês). Estas notícias enganosas são produzidas da mesma maneira que fatos verídicos, porém, a fim de chamarem atenção dos leitores, apresentam títulos absurdos.
Dessa forma, a maioria da população lê somente a manchete e acaba compartilhando, sem mesmo olhar todo o texto ou verificar a autenticidade dos dados presentes nas publicações. Além disso, os temas abordados nas fake news são temas que podem acontecer, como a morte de algum famoso, início de uma guerra ou acidentes ambientais, entre outros.
Também foram realizados estudos a respeito da propagação das fake news, pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) analisaram 126 mil notícias que foram espalhados no Twitter entre os anos de 2006 e 2017, e concluíram que a probabilidade de uma notícia falsa ser compartilhada é 70% maior em comparação a notícias reais. Pois os usuários queriam mostrar aos outros, que estavam por dentro dos assuntos atuais, e estes, por sua vez, a maioria era de reportagem incertas.
Portanto, é evidente que esse problema afeta sites que postam conteúdos reais, atraindo os leitores para websites mal-intencionados. Com algumas simples ações, por parte dos usuários, seria possível diminuir o fluxo de informações falsas, por exemplo: a leitura completa do título, verificar se o site é de confiança, pesquisar o assunto em outros sites. Já nas redes sociais, lugares onde estão concentradas a maioria das fake news, poderiam desenvolver algoritmos capazes de reconhecer e filtrar boatos falsos.