Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/04/2018
Em 1937, Getúlio Vargas elabora o plano Cohen, um artigo falso ,alegando que os comunistas tencionavam atacar o governo e tomar posse do poder. A informação se disseminou pelo Brasil, promovendo um caos social e facilitando para o presidente impor sua ditadura. De maneira análoga, é possível perceber que as Fake News ainda persistem intrinsecamente ligadas à realidade do país, fomentadas pelo capitalismo e rompendo ,dessarte, a harmonia nacional .
É indubitável que o sistema econômico atual, seja o grande impulsionador dessas ações. O filósofo Zygmunt Bauman, ao definir modernidade líquida , demonstra a liquidez em todas as relações coletivas . Vê-se, pois, que apesar dessas práticas irem contra muitos valores estabelecidos ,como a sinceridade, respeito e empatia, o lucro e o capital são sempre priorizados. Consoante a Universidade de São Paulo (USP), 12 milhões de brasileiros compartilham notícias inverídicas em suas redes sociais, comprovando o crescimento dessas atividades e a necessidade de controlá-las.
Nessa perspectiva, observa-se que com a Terceira Revolução Industrial, os meios de comunicação se tornaram acessíveis à boa parte da sociedade. Dessa maneira, a propagação de comunicados adulterados, geram problemas que são prejudiciais ao desenvolvimento nacional. Outrossim, segundo a teoria Kantiana , o constante fluxo dessas mentiras, tendem a desestruturar o equilíbrio social, já que dificultam a busca da razão e da verdade dos fatos, na qual são essenciais para a promoção de diálogos benéficos para atingir o bem-estar comum.
Entende-se ,portanto, que esse problema é consequência da globalização e do modelo econômico atual. Posto isso, cabe aos usuários das redes procurarem ser mais críticos em relação ao compartilhamento de publicações, buscando sempre averiguar em sites confiáveis para que, desse modo , não se tornem propagadores dessas desinformações. Idem, o Governo Federal deve elaborar normas jurídicas que proíbam tais práticas ,punindo com penas de detenção ou reclusão , criadores de divulgações falsas sobre assuntos relacionados à saúde, segurança pública, processo eleitoral ou que afetem interesse público relevante. Tais medidas, aliadas ao comprometimento da população, contribuirão para minimizar gradativamente essa problemática.