Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/04/2018

Com o advento da 3ª Revolução Industrial, tecnologias voltadas à comunicação e informação mudaram o cenário mundial, pois via internet pessoas do mundo inteiro estão interligadas compartilhando conhecimentos. Porém, tais avanços trouxeram riscos à população em geral, tendo em vista que a disseminação de notícias falsas tornou-se hábito nas redes sociais. Nesse sentido, é preciso discutir e intervir acerca dos perigos das fake news na “Era digital”.

Em primeiro lugar, é importante analisar o fato de ser cada vez mais comum encontrar conteúdos falsos sendo compartilhados por meio de aplicativos como WhatsApp e Facebook. Geralmente são notícias alarmantes, sem fonte, com muitos adjetivos e carregadas de sensacionalismo, que a sociedade ao invés de pesquisar a veracidade dos fatos, espalham-os. Dessa maneira, o conceito de alienação proposto por Adorno e Horkheimer faz sentido, considerando-se que a “cultura de massa” ou “industria cultural” se da por meio da veiculação de algum conteúdo - desprezando, em muitos casos, valores éticos e morais - buscando alienar, sobretudo aos menos esclarecidos, com mensagens e ideias pré-definidas.

Ademais, apesar de até mesmo as próprias redes sociais tentarem barrar as fake news, as consequências em relação a essa problemática persistem. Em 2014, por exemplo Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte, em São Paulo, após uma página do Facebook confundi-la com uma sequestradora de crianças. Da mesma forma a difusão de notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018, é vista por pesquisadores da FGV (Fundação Getúlio Vargas)