Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/04/2018

Com o início da Revolução Informacional, em meados do século XX, a globalização proporcionou uma troca infindável de notícias via internet. Porém, o uso indevido desse meio se tornou recorrente nos dias atuais, principalmente no Brasil, onde a disseminação de fake news se apresenta como um grande dilema social da atualidade. Dessa forma, a certeza de impunidade dos infratores e a ausência de criticidade dos cidadãos se apresentam como fatores inerentes e incisivos para a persistência de tal problemática.

É incontrovertível que a proliferação de notícias falsas têm como principais objetivos denegrir e caluniar uma pessoa física ou jurídica. Afinal, para o filósofo brasileiro, Mariano da Fonseca, " O sistema de impunidade é também o promotor de crimes". Em decorrência disso, a ausência de leis que punam severamente os divulgadores das “pós-verdades” impulsionam e oferecem um caminho livre para a persistência da disseminação de fake news em todo o país.

Segundo estudos do Instituto de Tecnologia de Masachussetts, nos EUA, as fake news apresentam 70%  de chance a mais de “viralizar”, comparadas às notícias de cunho verídico.Nesse bojo, cabe destacar a enorme e inconsequente atração por assuntos polêmicos no Brasil, haja vista que, a maior parte da população, antes de compartilhar uma informação não lê o conteúdo integralmente e não avalia a  sua veracidade. A exemplo disso, no Guarujá, uma mulher foi morta por moradores após uma divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças, caso repercutido em todo país no ano de 2014.

Torna-se evidente, portanto, que o combate às fake news é irrefutável e inadiável. Logo, o Poder Legislativo, por meio da Câmara dos Deputados, deve promover modificações nas penas (elevação da multa e maior tempo de cárcere) para que sejam mais coercitivas e os infratores reflitam sobre as consequências. Ademais, o MEC, em parceria com mídia e ONG’s, por meio das secretarias municipais, deve divulgar os riscos do compartilhamento inconsequente de notícias, promover mutirões com aula de educação digital e ,além disso, instituir desde o ensino básico, a matéria sobre ética coletiva, a fim de formar cidadãos com bom senso e criticidade.