Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/04/2018
Com o significativo desenvolvimento tecnológico, no Brasil, surgiu problemas que prejudicam a homeostase social. Nesse sentido, ganha destaque a questão da divulgação de notícias falsas com o intuito de implantar uma determinada ideia a fim de se alcançar um objetivo por um grupo social. Consequentemente, muitas pessoas são enganadas, diariamente, o que pode trazer inúmeros prejuízos às suas vidas. Desse modo, as causas da problemática são a individualidade, bem como a falta de compreensão acerca dos limites da liberdade de expressão.
A priori, muitas indústrias, desejando lucros, por exemplo, por meio da mídia e da internet, divulgam mitos sobre determinados assuntos, objetivando induzir os indivíduos a adquirirem seus produtos. Assim, muitas pessoas que necessitam de tratamento, urgentemente, para uma determinada doença ou problema, são prejudicadas, pois os efeitos de alguns medicamentos são irrisórios, como também, muitas vezes, tem a questão dos efeitos colaterais, que nem sempre é amplamente divulgado. Em vista disso, esses remédios vão desgastando os consumidores, em longo prazo, o que, dependendo do caso, pode levar o indivíduo a óbito.
Além disso, a liberdade de expressão é um direito de todos, mas possui limites, pois de acordo com o princípio da cidadania, deve ser utilizada para promover o bem. No entanto, muitas pessoas, por desconhecimento, acreditam que possuem a liberdade de divulgar qualquer fato, não importando se é verídico ou não, buscando sucesso profissional ou pessoal. Por conta disso, os modernos meios de comunicação, como o “Facebook” e as demais redes sociais, podem servir para publicação de informações falsas acerca da vida de famosos, por exemplo, já que estes possuem grande influência midiática. Por conseguinte, as consequências são lastimáveis, pois os difamados podem ser agredidos, rejeitados e, até mesmo, entrar em depressão.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas, com o propósito de sanar essas ações inescrupulosas. Para isso, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve realizar palestras e debates que informem a importância de ações de interesse coletivo em detrimento das de interesse privado, com a finalidade de tornar os jovens mais empáticos. Ademais, deve, também, por intermédio das disciplinas de Filosofia e Sociologia, reforçar a temática da liberdade de expressão, ressaltando os seus limites, além de expor o conceito de cidadania, com a intenção de formar uma sociedade comprometida com o bem-estar social. Por fim, o Governo Federal, por meio da mídia, deve divulgar órgãos de denúncias, como o “Disque Direitos Humanos”, visando punir aqueles que firam o princípio da dignidade humana.