Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/04/2018
Durante a Idade Antiga, até o mais famoso sistema de correios da época, inventado pelos Persas, era passível à alterações da mensagem original. Hoje, em plena era informacional, contraditoriamente, a sociedade moderna dá continuidade a esse “telefone sem fio”, mas, dessa vez, de maneira ainda mais intencional, usando a facilidade da comunicação para disseminar notícias falsa, conhecidas como “Face News”. Tal entrave, além de privar os cidadãos do seu direito de obterem informações verídicas, evidenciam a preocupante ignorância digital contemporânea.
Certamente o filósofo Platão encontraria em meio à geração atual uma cultura alienadora e reprovável se comparada às suas concepções de busca pela verdade por meio de um raciocínio crítico. Esse criticável comportamento da população é reflexo, principalmente, do costume que se tem de acreditar no sensacionalismo midiático. Até porque se os internautas fossem melhor instruídos a não dar credibilidade à qualquer notícia sem sequer saber a fonte, tanta mentira não seria alastrada em níveis exorbitantes e não haveria tantos cidadãos cerceando sua própria liberdade de questionar as mensagens que lhes são repassadas.
Entretanto, embora os indivíduos não estejam isentos de culpa por contribuírem para a permanência desse caos na internet, é importante enfatizar que há criminosos adquirindo renda por meio da curiosidade e falta de conhecimento dos usuários das redes sociais, pois a intenção de quem vincula os “Hoax”, nem sempre é simplesmente provocar sensações de espanto ou admiração nas pessoas, já que, em boa parte dos casos, essa prática ilegal, por meio dos milhões de acesso, promove lucro e fama ao caluniador, quando procurar meios para encontrá-lo e puni-lo seria o ideal. Logo, as autoridades não devem esperar, imóveis, que a solução para o problema surja de uma repentina mudança de comportamento social, quando os governantes podem facilitar bastante esse processo.
Assim, a população deve estar engajada no combate a esse impasse, divulgando nas redes sociais as características e as consequências de notícias falsas, em vez de propagá-las. E essa consciência populacional deve, primeiramente, ser promovida por intermédio do Ministério de Educação e Cultura (MEC) e também pelos meios de comunicação, os quais devem fazer campanhas contra as notícias falsas na web, orientando a população sobre como identificá-las, ignorá-las, procurar comprovar essas informações e até mesmo denunciá-las, exercendo, assim a sua cidadania e evitando a banalização desse delito. É indispensável, ainda, que o governo invista em uma fiscalização intensa na rede, por intermédio de aplicativos e outras tecnologias viáveis a fim de descobrir os impostores responsáveis pelos hoax e penalizá-los conforme a lei.