Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/04/2018
Filtro ético
A criação de notícia falsa é um perigo. Entretanto, é a fonte de renda na era digital para grandes empresas e pessoas independentes. Todos em busca do clique e compartilhamento feito pelo leitor desavisado. Gerador de lucro para o divulgador e a viralização do conteúdo danoso. Necessita-se de um filtro ou limitar a veiculação?
O fato é que as notícias estão geralmente relacionadas a pessoas públicas. Um exemplo é o Dr. Drauzio Varella, figura pública de grande conhecimento científico, foi usado para validar um assunto científico de origem duvidosa. Assim, arrecadou receita para o divulgador e um problema para o doutor explicar-se, mas o dano já estava realizado.
Empresas também utilizam do artifício mencionado. A eleição do presidente americano Donald Trump teve apoio de grandes corporações que lançaram notícias com a finalidade impulsionar a campanha e lucrar com a atividade. Lá, ocorreu o esfacelamento da imagem política da oponente, Hillary Clinton. Após a vitória, o presidente começou a sofrer o mesmo tipo de ataque.
Nos exemplos citados as informações são direcionadas ao leitor ávido por informação bombástica, levado pelas emoções e crenças, consome e compartilha. Para que não ocorra a disseminação, aquele deve passar por uma educação digital nos seguintes tópicos: verificar a fonte divulgadora da informação, a data que foi veiculada e analisar o conteúdo em outros meios de circulação, como jornais e revistas.
Concluindo, as informações não devem ser censuradas e nem limitadas. A circulação deve ser livre, pois em um estado democrático a liberdade de expressão é imperativa. Todavia, o filtro ético deve partir do leitor que deve participar ativamente do processo informativo, verificando e analisando, para só então repassar o assunto de interesse. Desta forma casos como o do doutor seriam evitados.