Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/04/2018

Judeus vistos como pragas e a Alemanha invencível em todas as batalhas, eram umas das propagandas enganosas aplicadas por Adolf Hitler, durante a Primeira Guerra Mundial para benefício mútuo, ao manipular resultados positivos ao governo vigente. De fato, as “Fakes News” contaminam e influenciam o pensar coletivo com tamanha propensão, visto que a nova era da informação tem como característica a flexibilidade. Contudo, essas notas de calúnias oferecem perigo e consequências à todos os envolvidos em tal esfera, se tornando necessário o combate e a punição dessas ações.

Em primeira análise, sabe-se que as notícias falsas sempre existiram, porém, devido ao intenso dinamismo da “internet”, esse conteúdo se propaga com maior facilidade e conquista dimensões preocupantes. Nessa seara, um fator que as enriquece é, na maioria das vezes, a ignorância e a falta de atenção dos internautas para com as notícias expostas, prevalecendo o conceito de pós-verdade, do qual a crença de que o contexto é verídico, como em tema políticos, prevalece sobre a real história, invisibilizando a distorção dos fatos, assim como Hitler afirmava, uma mentira contada diversas vezes, torna-se autêntica. Com isso, a mentira transvestida de verdade provoca consequências, muitas vezes estratégicas, no meio, mas essa trapaça apesar de ser eficaz ao influenciar o raciocínio humano, tem curta validade.

Em segundo plano, se destaca o caráter duvidoso de tais conteúdos, do qual espera-se que o receptor apenas absorva o impacto das mensagens sem sequer considerar eventuais reações dos dessa ação. Isto é, a injúria, calúnia e difamação fazem parte dos elementos integrantes dessa falácia que pode prejudicar e até mesmo corromper a dignidade e a vida de pessoas, como aconteceu com a dona de casa do Guarujá e diversos judeus e classe segregada da era Nazista, condenados à morte. Por isso, punições e/ou penas são aplicadas não só ao autor dessas atrocidades, na atual conjuntura, mas também àqueles que veiculam tais matérias, ao indenizar e cumprir de três meses à dois anos de prisão.

Diante do exposto, é preciso combater as notícias falsas de forma breve. Isso é possível através da atuação do Governo ao aplicar e garantir que as campanhas que repudiam o tema, propagadas pelas vias midiáticas, sensibilizem o público e ainda, fiscalizar as devidas punições com o auxílio da Justiça. Ademais, a escola e a família se completam ao educar os jovens a polirem o senso crítico, pois a edução virtual é um elemento importante para detectar a veracidade dos noticiários. Portanto, somente assim as variadas faixas etárias podem evitar a avalanche inescrupulosa dessas táticas fraudulosas.