Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/05/2018
Multiface informativa
Para Aristóteles, qualquer atitude extrema deve ser evitada, pois é necessário encontrar a justa medida para que se tenha a aproximação da virtue. Desse modo, tal pensamento aristotélico não vem sendo colocado em prática no panorama atual, sobretudo, pelo fluxo de informações inverídicas que circulam virtualmente - com dimensão abundante - entre os indivíduos. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como o fácil acesso nas redes de informação correlacionado a disseminação de notícias falsas e a saúde mental e física dos usuários concernentes a tal empecilho.
Em primeira análise, cabe pontuar que com a intensificação das relações sociais no mundo, maiores interações associadas a tecnologia foram facilitadas, sendo possível a comunicação ter uma extensão satisfatória sem a necessidade do deslocamento humano. Contudo, essa fluidez comunicativa propiciou maior autonomia na “world wide web”, o que acarretou objeções nas matérias informativas e sua veracidade. Uma prova disso ocorreu recentemente com o médico Drauzio Varella, que foi vítima de boatos o acusando de ter afirmado que o exame de mamografia poderia gerar o câncer. Dessa forma, vê-se que essa informação errônea poderia induzir a não realização do exame por algumas mulheres no Brasil.
Ademais, convém frisar que além do denominado “fake news” afetar o espaço virtual, seus entraves contribuem para formação de problemas psicológicos e corpóreos por uma parte dos indivíduos que interagem na internet.Nesse sentido, comprova-se isso por intermédio de veiculação nas redes sociais de “dietas milagrosas”, para conseguir estereótipos físicos impostos pela sociedade, porém, em muitas situações - quando pessoas os realizam - não obtêm o êxito esperado, o que evidencia improcedências nas informações postadas. Diante disso, percebe-se esse mecanismo interligado ao pensamento machadiano que afirmava a falta de atributos inerente ao homem.
Destarte, de maneira análoga à lei da inércia, enquanto forças educacionais e governamentais não agirem tais problemáticas perpetuar-se-ão. Em síntese, o Ministério de Educação e Cultura (MEC), juntamente a escolas públicas e privadas, devem analisar a procedência de uma disciplina na unidade básica de ensino, abordando a tecnologia no cenário hodierno e sua diretrizes positivas e negativas para crianças e adolescentes, no intuito de mitigar o uso inadequado da rede tecnológica. Além disso, o Estado ligado ao Poder Legislativo, devem promover uma lei criminatória para quem propaga fake news na internet no propósito de condenar os indivíduos que participam desse tipo de ação transgressora e assim conseguir atenuar esse impasse e alcançar a virtude aristotélica na sociedade brasileira.