Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/04/2018
As fakes news, também chamadas de hoax ou pós-verdade são notícias falsas, caluniosas, feitas para denegrir a imagem de alguém ou manipular a opinião pública. Atualmente, o pressuposto se torna cada vez mais comum. Assim, pode-se notar que a problemática persiste devido a falta de atenção na hora de checar a veracidade das divulgações, além disso, o fato de não existir lei específica para o caso perpetua a situação.
Primeiramente, cabe ressaltar que “uma mentira contada mil vezes, torna-se verdade”, a frase de Joseph Goebbels encaixa-se perfeitamente na conjuntura abordada. Joseph foi ministro de propaganda nazista, e por meios midiáticos, como televisão, rádios, entre outros, conseguiu convencer parte da população alemã das barbáries desse sistema. Destarte, observa-se que a partir do momento em que as pessoas assumem certas posições, como por exemplo ideologias políticas, o compartilhamento de notícias que as favorecem torna-se muito mais fácil, esse processo também pode ser denominado “efeito da mídia hostil”.
Ainda, é válido destacar que na Suíça existem algumas determinações legais que obrigam as redes sócias a criarem mecanismos para identificar a efetividade das informações. Ademais, no Brasil esse sistema não existe, o que por sua vez faz com que inúmeras pós-verdades sejam espalhadas diariamente. Nesse contexto, a falta de uma lei diretamente ligada ao caso acaba por dificultar a diminuição das mesmas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves no que permeia o compartilhamento de informações, muitas vezes falsas. Sendo assim, o governo deve aumentar a carga horária das disciplinas de filosofia e sociologia nas escolas, visto que estas incentivam a capacidade racional e argumentativa dos alunos, a fim de que estejam mais atentos diante ao fato supracitado. Por fim, cabe aos órgãos governamentais competentes a criação de lei inerente ao caso, visando a diminuição destas. Afinal, como citou Martin Luther King “toda hora é hora de fazer o que é certo”.