Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/04/2018
Era da desinformação
“Em uma votação o presidente Donald Trump decide atacar a Rússia com uma bomba nuclear”. Esse tipo de notícia fictícia, as quais trazem revelações bombásticas, dissemina-se com grande facilidade, alienando massivamente a população que não tem tempo para verificar sua veracidade. Assim, pela falta de tempo, a geração mais conectada torna-se a mais desinformada, promovendo opiniões polarizadas, as quais prejudicam o convívio social.
A priori, vale ressaltar que não só a falta de tempo, mas também as mudanças rápidas fazem o indivíduo não acompanhá-las. Nesse aspecto, o jornal britânico “The Guardian” pesquisou sobre “holocausto” e a primeira página indicada pela ferramenta de pesquisa dizia ser uma farsa; com isso, a medida que tal informação é disseminada, ondas neonazistas podem ganhar força ao persuadir o seu leitor. Ademais, o próprio Vargas, quando criou o plano Cohen, se utilizou das meias-verdades para combater o comunismo. Conforme Bauman, “pelo ritmo frenético de uma vida incessante”, dessa maneira, movimentos radicais têm ganhado força.
Igualmente, a falta de vigilância epistêmica faz os indivíduos tornarem-se escravos do mercado informacional. Nesse sentido, tais escravos deixam de vivenciar o mundo fora de suas casas, aludindo o “Mito da caverna”, de Platão, por se deixarem guiar, por exemplo, com notícias advindas de uma rede social, muitas vezes sem fonte, de que há toque de recolher, tiroteios e dentre outros. Além disso, é imprescindível notar que na época da mineração colonial, as notícias não deveriam circular, a fim de não criar um sentimento revolucionário, todavia, atualmente, mesmo com circulação de informações, há controle massivo, em virtude das “fakes news”, em consonância com o filme norteamericano “A vila”, no qual as notícias falsas prendem os personagens na vila. Desse modo, também ocorre na sociedade, cujos indivíduos passam a ser controlados pelas notícias.
Fica claro, portanto, que as informações falsas tem provocado a prisão física de uns e a mental, com ondas radicais, de outros. Cabe, pois, ao governo punir, por intermédio de leis mais eficazes, empresas de comunicação, ferramentas de pesquisa e indivíduos que veiculem inverdades, para que haja amenização dos problemas gerados por tal disseminação. Ademais, a própria mídia - valorizadora do jornalismo sério-, por intermédio de novelas, que são importantes meios influenciadores, demonstrar a importância de buscar fontes confiáveis para se informar, a fim de conscientizar a população. Com efeito, com esse trabalho conjuntural, as " fakes news" não trará mais tantos perigos.