Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/04/2018

Com o advento da Revolução Técnico Científico Informacional as notícias que antes demoravam dias para atingir um vasto público, hoje ganham grande repercussão instantaneamente. No entanto, essa facilidade de propagação acabou intensificando a dissipação das fake news, as quais em suma é um problema antigo, porém, atualmente, torna-se mais preocupante.

A mentira é uma falha ético-moral presente desde os primórdios da humanidade. É analisável que durante guerras históricas o ato de propalar inverdades para alcançar um objetivo, a vitória, foram comuns, tal como Hitler fingiu concordar com a paz e atacou os russos, os gregos o fizeram com os troianos.Assim também, hoje existem verdadeiras empresas especializadas em implantar mentiras nas redes sociais, com finalidades como obtenção de vantagens políticas. Dessa forma, nota-se uma persistente crise de princípios.

Porém, diferente dos séculos passados, os boatos são mais nocivos, haja vista tamanho alcance que podem obter. Segundo um estudo realizado pela USP, 12 milhões de pessoas difundiram fake news de tema político. Nessa perspectiva, o estabelecimento da internet proporcionou o surgimento de uma nova forma de responsabilidade: o que se posta, haja vista o quão prejudicial pode ser uma postagem para imagem de uma pessoa e para sociedade, a qual terá a verdade ocluída.

É notória, portanto, a necessidade de atenuar o alcance das fake news na internet. Para esse fim, o poder público deve melhor estruturar as polícias judiciárias e assim aumentar a eficácia das investigações e consequentes punições, por parte do estado, dos crimes cibernéticos, a fim de coibir a prática recorrente de criar e propagar fake news. Soma-se a isso, uma maior instigação do senso crítico dos jovens nas escolas, através de um estudo mais intenso de matérias como História, Filosofia e Sociologia, para que assim suas atitudes sejam mais previamente refletidas e sua responsabilidade na internet aumente.