Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/04/2018

Segundo o químico francês Lavoiser, na natureza, nada se cria e nem se perde, mas tudo se transforma. De forma análoga, quando analisamos a problemática das Fake News na contemporaneidade é perceptível a necessidade de mudanças frente a uma negligência da sociedade. Nesse sentido, devemos combater a invenção criminosa e a rápida propagação midiática por aqueles que não estão atentos à fonte da notícia.

O crime na forma de calúnia e difamação sobre algo ou alguém é o principal responsável pelo início das notícias falsas. Isso ocorre, pois de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman e sua teoria da modernidade líquida, a sociedade se assemelha à vulnerabilidade e fluidez e é incapaz de se manter com a mesma identidade, vivendo em um mundo egocêntrico e individualista. Em decorrência desses atos criminosos, a Justiça move inúmeros processos resultantes de boatos que se iniciaram nas redes sociais e o infrator pode responder por uma contravenção penal.

Além disso, nota-se, ainda que a velocidade dos compartilhamentos contribui para espalhar as inverdades e aumentar ações prejudiciais. Isso acontece, porque as pessoas costumam encaminhar informações - que acreditam que vão ajudar ou proteger alguém - sem fazer consultas para confirmar a veracidade das notícias. Em 2014, Fabiane de Jesus foi morta em um linchamento vítima de boatos que diziam que ela sequestrava crianças e fazia magia negra. Por consequência, os perigos na internet estão cada vez mais alarmantes e causando danos irreparáveis.

Torna-se evidente, portanto, que a questão das Fake News na era da informação precisa ser revisada. Em razão disso, o Judiciário, em parceria com a mídia, deve desenvolver mecanismo para a checagem das notícias, como a sinalização dos supostos boatos e exclusão dos veículos de divulgação, com o objetivo de diminuir a propagação e evitar problemas. Ademas, a sociedade deve estar ciente do compartilhamento de informações sem antes comprovar sua veracidade. Dessa forma, podemos construir um futuro na era da internet bem mais seguro e sem prejuízos.