Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/05/2018
Em 1960, no período de Guerra Fria e posteriormente no contexto da Globalização foi possível, através da Internet, encurtar distâncias e disseminar informações em todo mundo. Contudo, esse avanço ainda que essencial na Nova Era é fonte imensurável de crimes cometidos contra o indivíduo, principalmente quando se associa ás “Fake News”, já que notícias sem legalidade nenhuma são compartilhadas e tomadas como verídicas por grande parcela da população.
Não é exagero afirmar, nesse caso, que há fortes indícios de que assim como Zigmund Bauman cita em sua Modernidade Líquida, o egocentrismo e o fator econômico são os aspectos inerentes a tomada de decisões humanas. É o que ocorreu após a morte da Vereadora Marilene Franco,já que seu conturbado assassinato foi terreno propício para os usuários da internet atingirem sua vida pessoal e relaciona-lá á crimes políticos. Esse é apenas um exemplo do ponto de falsificação identitária em que o indivíduo é capaz de chegar para obter dinheiro em cima da imagem de terceiros.
Outro fator, que também pode ser considerado nessa perspectiva é o fato de que as notícias falsas além de comprometerem uma só vida, podem disseminar casos de guerras entre países. Foi o que ocorreu no Kuwait, onde uma notícia inverídica afirmava o discurso da cidadã Nayirah como pertinente em relação às atrocidades cometidas pelos Iraquianos em seu país e a EUA diante disso quis decretar uma invasão civil no Iraque. A falta de bom senso para disseminar e filtrar uma informação é tanta que nem mesmo o terror de uma guerra passa despercebido em clique.
Esse retrato preocupante evidencia, portanto, a necessidade que os criadores da internet assim como possibilitaram meios para sua abrangência, devam impor filtros de buscas nas publicações em seus sites, para que somente informações de fontes legais sejam disseminadas. Outra medida importante a ser efetiva é a mídia televisiva informar sobre os perigos decorrentes do compartilhamento de notícias falsas, com o intuito de conscientizar o cidadão a ter um senso mais critico. Com essas ações, viveremos em um mundo mais justo e afetivo.