Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/04/2018

A propagação das notícias falsas não é uma concepção contemporânea, “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, frase propagada na Alemanha Nazista comprova que esse problema perpetua-se desde tempos mais antigos. Entretanto, quando observa-se o Brasil, hodiernamente, verifica-se que a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de regulação estatal no meio digital, seja pelo descuido da população em tomar qualquer notícia como verdadeira.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do impasse. Como afirmava o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja atingido na sociedade. De maneira similar, percebe-se que, no Brasil, o governo rompe essa harmonia, haja visto que infratores dissimulados pela anonimidade da internet criam e propagam as fake news sem à devida punição.

Outrossim, salienta-se a falta de cuidado da população como fomento do problema. Segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Dessa forma, observa-se que o compartilhamento massivo de informação sem conferir se é realmente verídico, torna-se cade vez mais comum e prejudica tanto o indivíduo bem como a sociedade.

Fica evidente, portanto, que há entraves para garantir concretização de políticas que alvejem à construção de uma sociedade melhor. Destarte, a Câmara dos Deputados com apoio do Senado poderá propor uma emenda constitucional baseada no Marco Civil da Internet, promovendo melhores investigação em casos de fake news, como também penas mais adequadas aos infratores. Além disso, mídias televisivas em parceira com Ministério da Educação poderá promover, propagandas mostrando as consequências do compartilhamento de notícias falsas, a fim de que a população não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.