Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/04/2018

O poder das Fake News em um mundo globalizado

As fake news (notícias falsas) sempre existiram na história. Porém, com a era da globalização e o advento da internet elas encontraram um ambiente fértil para se disseminarem e adquirirem outra dimensão. Os perigos ocasionados por esse cenário estão relacionados ao grande poder de influenciar leitores e de sujar a imagem de instituições ou pessoas.

No romance Número Zero, de Umberto Eco, é retratada a história de um jornal criado para desinformar, manipular e difamar adversários. Dessa mesma forma, as notícias falsas atuam como um grande mecanismo de tentar distorcer a imagem de algo ou alguém. Com isso, elas acabam influenciando os leitores, que dão mais importância para crenças pessoais, ideologias e opiniões do que para a veracidade do fato abordado. Um exemplo disso está no recente caso do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. Uma onda de notícias falsas ligavam a vereadora a bandidos e diziam que ela teria sido eleita pela facção Comando Vermelho. Grupos contrários às bandeiras defendidas por ela foram os principais propagadores das notícias.

Além disso, existem ainda muitos desafios no combate as fake news, como a ausência de uma lei específica no Brasil e a ausência de uma política de segurança das grandes redes sociais, como facebook e twitter. Distinguir a verdade da mentira torna-se então um desafio. Porém, é importante ressaltar que existem técnicas que ajudam nesse combate mas que não são bem divulgadas devido a uma falta de incentivo à educação virtual. Tais técnicas incluem a checagem da fonte da notícia e a veiculação por alguma outra mídia de maior alcance.

Assim, os perigos advindos da divulgação e propagação de notícias falsas podem ser combatidos através de uma educação virtual, dando a população noções e conhecimentos sobre meios de comunicação e novas tecnologias, além de enfatizar a reflexão crítica. Para que isso seja alcançado, é necessário que o assunto seja abordado nas escolas através de palestras direcionadas aos jovens e também que os veículos de comunicação como tv e redes sociais divulguem propagandas do tema para que alcance o maior número de pessoas. Deve-se haver também, a criação de uma lei específica que julgue esses atos, intimidando a ação das pessoas que criam e também das que compartilham, fazendo com que esse cenário mude e que cada vez mais seja garantido o uso democrático da internet.