Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/04/2018

No governo de João Goulart, devido à interesses econômicos, a imprensa começou a publicar calúnias a respeito do presidente, que resultaram em sua renúncia. Hoje, com o advento da internet, um fenômeno similar tem acontecido, chamado “fake news” – notícias falsas– onde são criados boatos sobre uma pessoa física ou jurídica, com o objetivo de ter visualizações e, por consequência, ganho financeiro. Contudo, isso pode gerar sérias consequências às vítimas, como o espancamento, por exemplo.

É mister que, a falta de empatia, em razão de priorizar o lucro pessoal é a principal causa deste problema. Visto que, a individualidade é uma característica marcante da sociedade ocidental, é ignorado totalmente por tais caluniadores o prejuízo que podem causar às vítimas, visando somente seu próprio benefício. Entretanto, o que muitos desconhecem, é que tal ato é considerado crime passível de detenção.

Ademais, quem divulga essas notícias falsas, seja por desconhecimento, seja por falta de interesse em detectá-las, carrega em si a responsabilidade de todas as consequências negativas. Como dizia Mahatma Ghandi, uma injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em qualquer lugar, nesse sentido, como todo indivíduo pode sofrer tal injustiça, cabe a cada usuário a cautela no momento de compartilhar essas informações.

Em suma, são necessárias medidas para resolver essa problemática. É imprescindível que as redes sociais, como Google e Facebook, criem medidas de segurança para detectar notícias falsas, como softwares. Outrossim, é essencial que o Ministério da Justiça, em parceria com agentes midiáticos e com as próprias redes sociais, façam campanhas esclarecendo os usuários sobre como detectar as “fake news” e de que o compartilhamento dessas é considerado crime, através de propagandas, por exemplo, para que essa situação de ameaça à justiça seja amenizada.