Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais

Enviada em 20/10/2025

Em 1516, a obra " Utopia" obteve grande êxito na literatura mundial, na qual, o autor descreve uma ilha imaginária, um lugar harmônico, livre de infortúnios ou violações dos direitos humanos. Porém, fora desse parâmetro ficcional, a exposição de crianças e jovens nas redes é um mal que assola toda comunidade. Desse modo, fatores como a omissão do Estado e a indiferença da população têm contribuído para essa situação.

Percebe-se, a princípio, que a débil ação dos governantes é um catalisador para perpetuar os perigos sofridos pelas crianças expostas na internet. Nesse viés, o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra “O contrato social”, define como soberana a nação que consegui proteger os indefesos dos abusos sofridos. Entretanto, a falta de fiscalização e regulamentação das redes sociais pelos governos são vetores para o consumo e comércio de imagens de crianças para fins ilícitos, expondo- as à riscos reais e perpetuando a impunidade entre os algozes. Portanto, é papel dos gestores públicos controlar e regulamentar as mídias digitais.

Ressalta-se, ademais, que a indiferença da sociedade é mais um agravante para esse problema. Nessa lógica, o escritor francês Vladmir Jankélivitch faz a seguinte crítica ao homem moderno: “Vivem imersos no individualismo e em uma profunda cegueira ética”. Paralelamente, a normalização de conteúdos que adultizam as crianças e as sexualizam são exemplos de como a sociedade está inerte a esse problema. Sendo assim, torna-se mais difícil proteger esses indivíduos dos riscos de possíveis assédios e abusos pois, é necessário que toda população se empenhe em reprovar, fiscalizar e combater essas práticas danosas .

Depreende-se, por fim, que medidas sejam tomadas para resolver essa problemática. Para isso, o Governo Federal, maior gestor dos recursos nacionais, em parceria com a Polícia Federal, mediante aplicação de leis, devem fiscalizar e combater a propagação e exposição Indevida da imagem das crianças, por meio de investigações e uso de inteligência artificial, identificando e coibindo aqueles que praticam essa ilegalidade. Tais ações são necessárias para proteger as vítimas de

possíveis crimes digitais ou reais. Com isso, garantir uma futura população saudável mentalmente, sem traumas ou sequelas psicológicas e emocionais.