Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais

Enviada em 23/10/2025

Atualmente, grande parte da população brasileira acessa a internet e possui al-guma rede social, seja o TikTok, Instagram, Youtube, Facebook, dentre outras. Por-tanto, cada vez mais crianças e adolescentes têm acesso livre a essas plataformas, sem qualquer tipo de vigilância. No entanto, a ausência de regulamentações dessas redes e a falta de conscientização dos país e responsáveis quanto ao monitora-mento das redes, cedem espaço à crimes virtuais contra os jovens.

Ademais, em 2024, uma pesquisa conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, Cetic.br, apontou que 83% dos jovens entre 9 e 17 anos possuem algum perfil nas redes sociais. Desses, 29% relataram terem passado por alguma situação desconfortável, incluindo cyberbul-lying até alvo de pedófilos. Muito desses pedófilos, utiliza a imagem de crianças para realizarem as deepfakes, um termo que se refere às pessoas que usam a inte-ligência artificial para criar vídeos e fotos distorcidas com a imagem de outra pes-soa, conforme pontuado pela delegada da policia federal, Rafaella Parca, em 2025 durante uma entrevista ao Estadão, após o vídeo de um youtuber conhecido como Felca, viralizar e denunciar a adultização infantil, o funcionamento das redes sociais quanto a essas exposições que não possuem regulamentações e a falta de monito-ramento dos país e responsáveis.

Paralelo a isso, essa mesma pesquisa da Cetic.Br, em 2024, revela que 47% dos jovens que acessam a internet, não possuem acompanhamento dos responsáveis, podendo gerar na maioria dos casos danos psicológicos, como insegurança, ansie-dade e depressão, afetando o rendimento escolar e social, conforme a psicóloga Ana Beatriz Chamati alertou, em entrevista ao Fantástico, programa da rede Globo. Eventualmente, em 2025, a Austrália foi o primeiro país a criar uma lei que proíbe crianças e adolescentes menores de 16 anos a terem acesso às redes sociais, sendo as plataformas responsáveis, por criar mecanismos que impeçam o acesso.

Portanto, é necessário que o Estado crie novas leis e medidas quanto às redes sociais e aos crimes virtuais realizados, como a Austrália fez, além de conscientizar os pais e responsáveis sobre a importância de monitorar o uso da internet e quais redes ou pessoas essas crianças e adolescentes têm acesso.