Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais
Enviada em 26/10/2025
Nas ultimas duas décadas do século XXI, com o crescimento e democratização do acesso a internet e redes sociais, tornou-se comum compartilhar mídias relacionadas ao dia a dia. Porém, no Brasil atual, a disseminação excessiva de fotos e videos na web viabilizou meios para uma nova problemática, inédita até a última década: as cólicas relacionadas à postagens de menores nas redes. Assim, mostra-se vital atribuir à perversão da infância e ao uso malicioso por criminosos, papel de principais tribulações advindas de tal infortúnio.
Diante desse cenário, a ressignificação do periódo da infância é um fenômeno de grande perigo para o desenvolvimento infantil. No poema “Infância”, por Carlos Drummond, é retratado sob seus versos o monótono, porém igualmente nostálgico e inocente, dia a dia de uma criança. Tal visão branda e tradicional desse periodo é instantaneamente quebrada quando menores são expostos nas redes sociais, servindo como facilitadores para fenômenos como: aliciação de menores e assédio moral. Nesse contexto, é claro ver a contribuição do compartilhamento de imagens com relação a perversão infantil.
Com base nesses pressupostos, a postagem de mídias que incluem menores pavimenta caminho para criminosos digitais terem poder de ação. Tal problemática tem raiz na disseminação de conteúdo relacionado a pedofilia, facilitada a partir da postagem irrestrita de conteúdos - de origem maliciosa ou não - de menores nos meios digitais. O influenciador Hytalo Santos, investigado por aliciamento de menores, famoso por compartilhar, em suas redes sociais, a vivência de um grupo de crianças, muitas vezes em situações constrangedoras e usurpados de sua infância. Assim, torna-se evidente a contribuição das mídias geradas com menores com relação à atividades criminosas.
Portanto, é vital firmar o compartilhamento de imagens infantis ao aumento de atividades maliciosas e à perversão da infância, Nesse viés, cabe ao Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), reponsável pela manutenção dos direitos dos menores, investigar e inibir as mídias de menores, por meio de algoritmos de identificação etária, visando retrair o movimento de banalização da disseminação de imagens de crianças. Assim, garantindo a “Infância” aos olhos de Drummond.