Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais
Enviada em 29/10/2025
No Brasil, o compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais vem ganhando adeptos, desde intenções comerciais até um simples registro da infância, algo que pode parecer inocente, mas que se tornou tópico de debate sobre sua segurança após a postagem do influenciador digital Felca. Em seu vídeo, ele discorre a respeito da sexualização e da pedofilia decorrente desses conteúdos, que são manipulados por pedófilos e utilizados para fins vexatórios. Além disso, é notório que, dentro do contexto digital, julgamentos públicos estejam presentes, fato que expõe o menor ao cyberbullying e à necessidade de validação externa.
Em primeira análise, é importante considerar o prejuízo ao futuro da criança, já que vídeos antigamente veiculados podem ser localizados e utilizados em montagens para fins difamatórios, fato que deteriora a imagem pública e a saúde mental de uma pessoa. De mesmo modo, o julgamento e o cyberbullying aos quais a criança foi exposta, formam um indivíduo ansioso e desesperado por validação externa, já que teve seu desenvolvimento emocional barrado pela tecnologia.
Paralelamente a isso, deve-se analisar a prática da pedofilia resultante da falta de normatização e mediação de espaços digitais, que, segundo dados do Safernet, foi reportada 49.336 vezes entre janeiro e julho de 2025. Tais atos, no meio digital, são de difícil remoção e se espalham rapidamente, comprometendo seriamente os direitos à imagem e à vida privada dos menores de idade, provocando, assim, consequências duradouras nas vítimas (automutilação, destruição da autoimagem, entre outros).
Portanto, é evidente que o compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais deve ser cauteloso, já que indivíduos mal-intencionados modificam e se apropriam dos dados. Diante desse cenário, cabe ao Conselho Tutelar, juntamente com a Agência Nacional de Proteção de Dados, estabelecer normas de veiculação de conteúdo que sejam asseguradas, por meio de fiscais, nos ambientes digitais, podendo remover estrategicamente conteúdos comprometedores. Com isso, o objetivo de proteger a futura geração será cumprido, assegurando harmonia no mundo online.